moda pra ler


new order e debora colker
Outubro 31, 2007, 8:40 pm
Arquivado em: Tendências, autoreferencia


A aclamada coreógrafa Débora Colcker é muito preocupada com o figurino de sua companhia de dança. Entre os estilistas que já fizeram roupas para seus bailarinos estão Anne Gaul, do O Estudio e a Alexandre Herchcovitch (ano passado o Moda pra ler fez uma matéria especial sobre ela).

Agora dança e moda se encontram novamente. O Centro de Movimento Deborah Colker fez uma parceria com a marca de calçados New Order.

Com a ajuda dos bailarinos a marca vai desenvolver uma linha de sapatos para todos os tipos de dança. Nos espetáculos as sapatilhas serão desenvolvidas pela marca e os dançarinos estrelam o catálogo.



K7 também para usar
Outubro 30, 2007, 3:40 pm
Arquivado em: Comportamento, Tendências

Em tempos de ipod a fita K7 aparece por aqui estampando as roupas

Ronaldo Fraga, verão 2008, inspirado em Nara Leão

Ronaldo Fraga, verão 2008, inspirado em Nara Leão
Camiseta da Banca de Camisetas

Camiseta da Camiseteria


Björk
Outubro 26, 2007, 9:01 pm
Arquivado em: Moda e Música

Dona de uma voz e de um estilo único, a cantora Björk passa por São Paulo nesse domingo dentro do Tim Festival. Aí relembro o Oscar de 2001 em que ela botou um ovo e cantou a música tema de “Dançando no Escuro”, filme de Lars Von Trier.



obra em 2037
Outubro 26, 2007, 7:03 pm
Arquivado em: Dicas, Guia

Bem bonitinha a nova coleção da Obra. Antes eles faziam só camisetas e nessa coleção ampliaram a coleção para o feminino. O tema é “2037″ e sugere como as coisas podem ser daqui a 30 anos.

O lançamento foi ontem na multimarcas R.Stein no Itaim. Quem assina a linha feminina é a multiartista Agus, que entre outras atividades, trabalha com o Jum Nakao.

A R. Stein, aliás, é uma loja que tem uma proposta bem interessante - um dos critérios para a marca para vender é ter o preço acessível.






Clipping Moda pra Ler
Outubro 24, 2007, 8:12 pm
Arquivado em: na imprensa

Preferi Prada na enquete do Chic.



Gaultier que dança
Outubro 24, 2007, 3:00 am
Arquivado em: Dicas, ctrl+c ctrl+v

Falando em alta-costura um dos estilistas que se consagrou no gênero foi o francês Jean Paul Gautier. E antes de ficar conhecido também por desenhar o sutiã pontudo para a Madonna e o look de travesti para o Gael Garcia Bernal em “Má Educação”, ele criou trajes para os balés da coreógrafa francesa Régine Chopinot.

Foram 18 espetáculos feitos em parceria e cujos figurinos renderam uma exposição, que ficou em cartaz até o dia 23 de setembro no Museu de Artes Decorativas de Paris. Andei pesquisando sobre o assunto e descobri um dos vídeos que fazia parte da mostra. “Le Défilé” de Marc Caro dá um bom resumo, tanto do trabalho da coreógrafa, como do estilista.

***
Na pesquisa do google o primeiro resultado encontrado foi um link para o Fora de Moda, do Oliveros.



Fórmula 1 da moda
Outubro 24, 2007, 2:24 am
Arquivado em: Análise, História da Moda
A fórmula 1 e a alta-costura da Dior, inverno 2007

Para quem gosta e trabalha com moda saber a diferença entre alta-costura e prêt-à-porter é normal. Porém, para os leigos é difícil entender porque as grifes investem milhões em “roupas que não dá pra usar na rua”, como muita gente fala.

Recentemente li a autobiografia do estilista brasileiro Dener Pamplona de Abreu (“O Luxo” – editora Cosac Naify) e nesse final de semana com a Fórmula 1 em SP tirei uma conclusão que pode ajudar a entender essa diferença.

Em suas memórias Dener dedica um capítulo a uma breve análise da moda brasileira na época e justifica a importância da alta-costura:

Por que faço alta-costura? Porque alta-costura inspira modelos, mexe a engrenagem de todo o mundo da moda, lança padrões, estilos. Nenhum país tem moda própria se não tiver alta-costura.

E a Fórmula 1?
A Fórmula 1 é o laboratório da indústria automobilística. Onde as novas tecnologias que usaremos nos carros são testadas. Empresas como a Petrobrás investem nas pistas para pesquisar o que será usado nas ruas.

Assim, a alta costura seria a Formula 1 e o prêt-à-porter os carros que usamos no dia-a-dia.

Contudo, não vejo aqui no Brasil uma produção de alta costura que sirva como o centro de referência para a moda cotidiana, como no caso da Fórmula 1 e da industria automolistica.

Se Dener estava certo, pode estar aí alguma resposta para essa dependência européia que o prêt-à-porter brasileiro sofre.

Fica a reflexão.



Blogview 20.10 - mpl entrevista: Marilia Carneiro
Outubro 20, 2007, 4:23 pm
Arquivado em: Entrevistas, História da Moda, blogview
Essa semana para o Blogview entrevistei a figurinista da Tv Globo Marília Carneiro.

mariliacarneiro.jpg

LAURA DIZ: A figurinista da Rede Globo Marília Carneiro assina o figurino da peça “O Baile”, em cartaz até o dia 25 de novembro no teatro Cultura Artística em São Paulo. No espetáculo ela retomou o trabalho para o teatro e a parceira com o diretor José Possi neto, colocando em prática seu vasto conhecimento em figurino de época.

Carioca e moradora da Gávea, Marília começou sua carreira como figurinista em 1973, com o filme “O homem que comprou o mundo” de Eduardo Coutinho (mais conhecido hoje pelo documentário “Edifício Máster”). “Comecei como Herchcovitch, vestindo um travesti nesse filme. Me inspirei no Coccinelle o primeiro travesti que vi na vida. Foi em Paris”, diverte-se. Logo em seguida entrou na Rede Globo a convite da atriz Dina Sfat, amiga e cliente da boutique que Marília teve nos anos 60, a Truc.

A carreira de figurinista teatral começou algum tempo depois em 1979 com “Rasga Coração”, de Oduvaldo Viana Filho. “Foi uma peça importante porque esteve proibida durante a ditadura”, relembra. Ela calcula que tenha feito cerca de 27 trabalhos para o teatro, entre os quais também destaca “Doce Deleite”, e “M. Butterfly”, essa última com o diretor de “O Baile”.

Conhecida por lançar hits de moda como a meia de lurex usada com sandália em “Dancing Days”, ou a mini-saia jeans da Darlene, em “Celebridade”, a figurinisra também prima por compor belíssimos trajes de época, como das mini-séries “Anos Rebeldes” e “A Casa das Sete Mulheres”.

“O Baile” foi inspirado no filme homônimo de 1983 dirigido pelo italiano Ettore Scola, que por sua vez foi baseado numa criação do diretor francês Jean-Claude Penchenat, do Théâtre du Campagnol. O espetáculo mostra por meio dos bailes a passagem do tempo, dos anos 50 até os dias de hoje. A música, a dança, e claro, as roupas são as personagens principais.

Por telefone, divertida e falante, Marília contou com pitadas de autobiografia como foi desenvolver os 150 looks que os 20 atores usam.

baile1.jpg
Figurino do baile dos anos 50

Como surgiu o convite para fazer “O Baile”?
A Tássia Camargo (atriz e produtora do espetáculo) me convidou e o Possi (José Possi Neto, o diretor),adorou a proposta. Eu e ele trabalhamos juntos em M.Butterfly e em um show da Zizi Possi.

Em quanto tempo o figurino ficou pronto?
Foram 3 meses. A produção alugou uma casa na Barra da Tijuca. Vivemos em comunidade. Foi uma integração muito grande que facilitou o trabalho porque entendi o corpo e a necessidade de cada ator. Fiquei um pouco nostálgica porque lembrei de uma época que pude acompanhar o Teatro de Soleil. Uma amiga integrava o grupo. Apesar de todos os anos de experiência nunca tinha trabalhado dessa maneira.

Foi uma diversão então?
Foi uma delícia! Eu tenho a idade do Baile (risos). Busquei inspiração na minha memória afetiva e nos figurinos que criei. A ajuda do Possi foi de grande valia. Ele é muito detalhista e lembrava de coisas muito específicas, como um vestido que a Celi Campelo usou ou a roupa que a Elis Regina casou, e eu corria atrás.

Você disse que buscou inspiração na sua memória afetiva. O que fazer esse figurino te recordou?
Tanta coisa… Tinha uma empregada que chorou muito quando o Getúlio morreu. Lembro de ter virado getulista na época. Minha família era super conservadora e achou aquilo um horror. Nos anos 80 foi uma auto-referência das roupas que usava… e por aí vai.

baile_foto1.jpg

Além da sua memória afetiva onde mais você pesquisou?
O filme sobre o festival de Woodstock me ajudou muito. Também busquei no acervo de revistas da minha irmã, que era modelo. Busquei também os ídolos de cada época porque sintetizam bem o figurino.

E o filme do Ettore Scola? Foi fonte de inspiração?
Foram dois momentos com o filme. Perdi a conta de quantas vezes assisti. Deixava o DVD passando o tempo todo para me acostumar com as imagens. Depois não podia mais ver o filme e passei a buscar as referências brasileiras.

Trecho do original de Ettore Scola

Define em uma peça ou uma palavra o figurino de cada época em “O baile”?
50´s – anágua; 60 – Courréges; 70 – Cores e barriga de fora; 80 – exagero; 90 até hoje – na peça não tem algo representativo, foram minha pirações.

Há alguma peça que faça referência explícita a algum ídolo da época?
Várias, mas cito dois casacos do baile da década de 70. Um modelo peludo que o Mick Jagger vestia aparece no Carlinhos de Jesus e o outro que o Caetano Veloso usava coloquei no José Paulo Correa.

cae.jpg

Onde você encontrou as roupas?
A maior parte aqui em São Paulo no brechó “Minha Avó Tinha”. E o que não encontrei o dono (Franz Ambrósio), gentilíssimo, me indicou onde achar. Fui também ao Spazio Vintage na Vila Madalena. Acabou acontecendo uma coisa muito interessante também.

O que? O que? (!!!)
Descobri na garagem do (ator) Guilherme Fontes um contêiner com todos os figurinos do filme “Chatô” (que não foi concluído). Adoro o Guilherme e ele me atendeu de prontidão. Contudo, além das roupas estarem guardadas há 7 anos, o espaço havia passado por um incêndio. Na hora que abrimos foi um susto. As peças estavam danificadas. Um tintureiro cobrou uma fortuna para recuperar as roupas. Eu chorei, chorei, chorei e ele deu um desconto inacreditável. No fim foi uma homenagem ao Guilherme, que ficou muito emocionado quando viu a peça.

Os atores dançam o tempo todo, como deixá-los confortável?
Quanto às roupas não tive problema algum. Tive que repensar alguns sapatos. Não pude colocar saltos ou plataformas muito altas.

Você gosta de fazer figurino para teatro?
Quando dá certo adoro! No primeiro figurino teatral que fiz fui indicada ao prêmio Moliére.

Por que quando dá certo?
È, porque não é fácil. Primeiro porque os ensaios, em geral, são à noite e sou uma pessoa diurna (risos). Outro grande problema é a verba, em geral restrita.

”O Baile” deu certo?”
Claro. Gostei muito. As roupas são um dos pilares da peça. Às vezes penso que
o figurino poderia ter ficado mais rico, porém, estamos no Brasil. A realidade é outra. É a anti-brodway (risos).

Estudamos a história da moda com base nas tendências surgidas no exterior, principalmente na Europa. No caso do figurino do “O Baile”, tem alguma referência que você apontaria como genuinamente brasileira?
Acabei usando as referências mais emblemáticas mesmo, que vieram de fora. Porém, de maneira geral, sempre adaptamos a moda para nossa realidade. Quando a Brigite Bardot era o ícone até poderíamos imitá-la, mas ninguém era tão esguia e loira como ela, né? (risos). O que é genuinamente brasileiro é a moda praia.

Você está fazendo o figurino da próxima novela das seis, do Walter Negrão, e sua fama se fez nas novelas das 8. Já tinha feito algum trabalho para a dramaturgia nesse horário?
Fiz “Mulheres de Areia”.

O que muda?
Será uma novela de época, passada nos anos 30. Eu procurei fazer algo leve, como pede o horário. E, além disso, acho que o mundo está precisando de leveza.

Conta um pouco como foi o trabalho?
Não quis um figurino muito fiel a época. Desconstruí os anos 30. O público prefere ver um toque de atualidade.



coisas da balada
Outubro 20, 2007, 11:32 am
Arquivado em: Comportamento, Dicas, Moda e Música


Na última quarta durante, na fila do banheiro do Clube Praga, conheci o camiseteiro Eduardo Biz que estuda no Instituto Europeu de Design e tem a simpática marca Alguns Tormentos. O nome batizava o blog dele, hoje ele desistiu do blog, mas continua usando a internet para vender suas camisetas.



MPL recomenda: Revista Dobras
Outubro 17, 2007, 10:59 pm
Arquivado em: Dicas

É na sexta o lançamento da Revista Dobras. Com um simpático slogan “de moda mas não só, acadêmica mas nem tanto” a publicação da editora Estação das Letras é uma nova proposta no mercado editorial brasileiro. Traz uma abordagem profunda e diferenciada da moda. Assinam colunas temáticas, artigos acadêmicos, entrevistas, resenhas de livros e notas: Carol Garcia, João Braga, Rosane Preciosa entre outros professores de diversas áreas ligadas a moda. Custa R$29,00