moda pra ler


Moda pra Ler entrevista: Dany Roland
Maio 28, 2007, 1:43 am
Arquivado em: Entrevistas, Moda e Música

Semana especial Entrevistas - essa é a primeira de uma série de entrevistas que o Moda pra Ler publicará ao longo dos próximos 7 dias.

Os tambores para as duas principais semanas de moda brasileiras estão esquentando. O Moda pra Ler entrou no ritmo e ouviu Dany Roland, músico e produtor que participa ativamente do mundo da moda. No próximo Fashion Rio ele assinará as trilhas de Eliza Conde, Maria Bonita Extra e Salinas. Em seu currículo estão trabalhos para Raya de Goye, Salinas, Sommer, Colcci, Isabela Capeto, além de trilhas memoráveis como os desfiles da Blue Man que levaram funkeiros para a passarela e um coral de 800 pessoas aos Arcos da Lapa.

O músico também é conhecido como integrante da banda Metrô, referência pop dos anos 80. A banda lançou um disco revival no final de 2002 e deve lançar um novo projeto em breve. Atualmente, além dos trabalhos para moda, Dany integra o trio de bateristas “Os Ritimistas”, formado por ele, Domenico Lancelloti (+2, Orquestra Imperial) e Stephane San Juan (+2, Orquestra Imperial, Lobão).

Fruto do mundo da moda, o grupo surgiu por acaso depois que a estilista Layana Thomas convidou os três para tocar num desfile seu. A parceria deu tão certo que eles já tem um disco pronto que será lançado primeiro no Japão e só no segundo semestre chega às lojas brasileiras. A estréia como “Os Ritimistas” foi no desfile inverno 2007 da Maria Bonita Extra.

Em entrevista ao Moda pra ler Dany falou sobre seu novo projeto e sobre sua experiência com o mundo da moda.

Como vc começou a fazer trilhas de desfile?

Em 2000 recebi um convite do Alberto Renault para produzir a trilha da Salinas em parceria com o DJ Gustavo Tatá. O desfile era sobre o Rio de Janeiro (Cidade Maravilhosa) e as musicas eram remixes ou reedições de músicas do Jorge Ben Jor. Encontrei com o Jorge BenJor num estúdio na Barra para mostrar algumas faixas. Ele escutou tudo num tal silêncio que achei que ele estivesse odiando, mas ele amou. Tanto que ele acabou gravando dois poemas inéditos, de sua autoria, sobre o Rio que usamos em cima de umas bases antigas. Ficou maravilhoso! Desde então sempre tenho produzido para desfiles. Adoro.

Como uma trilha de desfile é desenvolvida?
Recebo um “briefing” da coleção: estação, inspiração, tabela de cores,etc. Faço uma pesquisa gigantesca. Ouço no mínimo umas 300 musicas, edito, mixo e remixo tudo. A marca espera que a trilha seja a cara, o corpo e a alma da coleção. A trilha é o chão da passarela.

Blue Man Primavera verão 2007

E quando o desfile pede algo mais performático, como os da Blue Man, ou o Salinas que tinha a Carmen Miranda como tema?
No caso da Blue Man, os desfiles foram dirigidos pela Bia Lessa e a mixagem foi ao vivo. Fico em contato com ela no fone e ela me passa as instruções Tudo é marcado milimetricamente, como num espetáculo teatral ou uma opera. O desfile dos Arcos da Lapa durou 40 minutos! Adrenalina pura. Na Salinas, foi dirigido por Renault. Fizemos uma pesquisa imensa na obra de Carmem Miranda e tocamos ao vivo com o Rrose Sélavy, meu projeto com Pedro Sá e Rubinho Jacobina e a cantora e bandolinista Nilze Carvalho. Nos apresentamos “discretamente” no meio de toneladas de caixas de bananas Também foi um desafio usamos vários samplers de baterias de escola de samba e tocávamos em cima e era tudo marcado também. Não dá pra errar!

Tem alguma marca que você tenha uma parceria mais fixa?
Tenho feito os últimos desfiles da Maria Bonita Extra. Fiz as últimas três temporadas da Colcci e da Mara Mac também. O que existe é mais uma parceria minha com os diretores Alberto Renault e Bia Lessa.

Salinas - verão 2006

Qual o desfile mais marcante da sua carreira?
TODOS, sem exagero. Tenho carinho por cada um. Mas cito alguns: Os já falados da Blue Man, o da Salinas; o da -Raya de Goeye no Teatro Municipal de São Paulo tocando ao vivo no fosso da orquestra com o Rrose Sélavy; o do Marcelo Sommer …o da chuva…as pessoas choravam no final; o da Maria Bonita Extra com Os Ritmistas + Pedro Sá; o da Isabela Capeto no meio da obra de Andy Warhol no MAM; e o da Layana Thomaz que uniu os Ritmistas.

Maria Bonita Extra - Inverno 2007

Tem algum músico que seja referencia em trilha de desfile para você?
Gosto muito dos trabalhos do Seigen Ono para Comme des Garçons.

Não é comum ouvir músicas brasileiras nos desfiles? Há alguma explicação pra isso?
Acho que já foi assim, mas agora é muito comum ter musica brasileira sim. Tem algumas marcas que chamam até escola de samba ao vivo.

E esse seu novo trabalho “Os Ritimistas”. Veremos vocês ação em algum desfile da próxima temporada?
Os Ritmistas é um trio formado por três bateristas. Nos reunimos convidados por Layana Thomaz para produzir a trilha do seu desfile no Fashion Rio (Obrigado Layana!). Gostamos tanto da experiência que continuamos gravando. Convidamos vários amigos para participar: Wilson das Neves (nosso mestre), Pedro Sá, Kassin, Berna Ceppas, Chelpa Ferro, Thalma de Freitas, Donatinho, Virginie, Yann Lao e vários outros. E estamos lançando agora nosso primeiro álbum, chamado “Os Ritmisitas”. Na temporada passada tocamos ao vivo no desfile da Maria Bonita Extra aqui no Rio foi fantástico. Aliás foi nossa estréia ao vivo.

Fala um pouco desse projeto. O Domenico e o Kassin da Monoral tem uma relação bem estreita com o Japão. Isso determinou o fato de lançar o disco primeiro em Tóquio? E aqui quando sai?
Quando Domenico e Stephane foram pro Japão para lançar “Kassin +2” mostraram para alguns selos e de imediato recebemos várias propostas. O CD está saindo em junho no Japão pelo NRT.
E no Brasil, provavelmente este ano pela Dubas. O +2 (Moreno, Domenico, Kassin) tem uma longa e sólida história no Japão e tem um publico fiel e cativo. Pra ter uma idéia no último show deles lá o Cornélius e Takako Minekawa tocaram com eles o show todo. Sabiam todas as musicas !

E o Metrô? Alguma chance de se apresentarem aqui de novo?
Claro, agora mais ainda. A Virginie está mais “perto”, morando em Montevidéu. (Antes ela morava em Moçambique). E temos planos de gravar também. Já temos material: coisas que gravamos em Moçambique e Paris quando estivemos lá fazendo shows e musicas que tenho gravado aqui no Rio e em São Paulo com vários parceiros. Só falta botar a voz.

Para ouvir mais:
http://www.myspace.com/osritmistas

***
Imagens:
Dany e desfile Maria Bonita Extra - Erika Palomino
Desfiles Salinas e Blue Man - Terra/moda



Som da Moda
Maio 25, 2007, 10:10 pm
Arquivado em: Besteiras, Moda e Música

Já que os anos 80 continuam em alta, vale assistir esse clipe bizarrinho do The Power Station (banda formada por integrantes do Duran Duran) interpretando Bang a Gong do T-Rex representa bem a estética da década.



solidários
Maio 24, 2007, 9:22 pm
Arquivado em: Comportamento, Dicas, Guia

Para fazer montar o vestuário de um personagem de teatro uma peça de teatro, ou de um curta-metragem, os figurinistas tem que rebolar para lidar com os baixos orçamentos. Por isso, é comum eles recorrerem aos bazares de solidariedade. Aquelas instituições que recebem doações e mantém bazares beneficentes permanentes para complementar a renda da instituição.

O Moda pra Ler montou uma lista para orientar os figurinistas e os compradores sem medo de roupa usada. Nesses lugares é possível encontrar vestidos por R$5,00, R$10,00 reais, além de bijuterias, objetos de decoração e até móveis. Eles aceitam doações e vão buscar em casa.

Bazar do Centro Budista Mahabodhi
Rua Fradique Coutinho, 701 Tel. 3812.7509
Site: www.meditadoresurbanos.org.br

Bazar APAE
Rua Loefgreen, 2109 Vila Mariana
Tel. 11 5080.7000

Bazar da Liga das Senhoras Católicas
Rua Capote Valente, 1332 Tel. 11 3873.2911
Site:www.ligasolidaria.org.br

Bazar Unibes
Rua Rodolfo Miranda, 287 Tel. 11 3311.7266
http://www.unibes.org.br/

Bazar das Casas André Luiz
São sete endereços: http://www.andreluiz.org.br/mercatudo_lojas.php

Bazar Samurá
Rua França Pinto, 783 - Vila Mariana
Fones: (11) 5908-7899 / 5908-7886
http://www.lesf.org.br

Bazar do Exercito da Salvação
Dois endereços:
Av. Santa Catarina, 1781 - Bairro Sta Catarina
Av. Cupecê, 3254
Fone: (11) 5563-9937
Site: http://www.exercitodesalvacao.org.br

Bazar Fraternidade Irmã Clara
Av. Pacaembu, 40 Tel. 11 3666-2727 (debaixo do viaduto pacaembu)
http://www.ficfeliz.org.br

Imagem: Bazar Unibes, por Rômulo Fialdini



sem fronteiras
Maio 22, 2007, 2:35 am
Arquivado em: Dicas, autoreferencia, na imprensa

O Moda pra Ler tem fãs porteñas! O recado é antigo, mas só hoje vi o link que a dona da Boutique Indica, Roxanna Diaz colocou no site da marca. Ela agradeceu o grande interesse dos internautas em sua loja com um comentário no pequeno guia que sobre Buenos Aires. Gracias!



Bertin, a injustiçada
Maio 15, 2007, 2:53 pm
Arquivado em: Análise, História da Moda

No post aí em baixo citei que Alceu Penna foi quase ignorado na biografia de Carmen Miranda. O fato me lembrou outra história de vida trazida a tona recentemente, cuja a personagem ganhou o mérito de seu bem vestir sozinha, apesar da história não ser bem assim.

Maria Antonieta tinha uma ministra da moda. Ela chamava Rose Bertin e foi deixada de lado na cinebiografia de Sofia Copolla. O cabeleireiro pessoal da rainha, Leonard, aparece no filme montando aqueles penteados de muitos centímetros de altura.

Mme Bertin é considerada a primeira criadora de moda, ela não assinava os vestidos, como será Charles Worth no século seguinte. Abriu uma loja em 1770 e logo caiu no gosto dos habitantes de Versailles e não tardou para conquistar a rainha.

Bertin, mandava dois vestidos por semana para rainha. Uma roupa feita por ela custava 20 vezes mais do que o salário anual de um alfaiate de Paris. Além de fazer seus vestidos Bertin também fazia o aconselhamento de vestuário à rainha. O historiador João Braga considera Bertin a primeira consultora de imagem da história.

Na ocasião da revolução ela se mudou para Londres e em seguida transferiu seus negócios para seu sobrinhos. Morreu em Paris em 1813.

Assim, tanto o estilo arrojado do castelo, quanto estilo bucólico adotado durante a sua estada na residência do campo tiveram o dedo de Bertin.

***

Curiosidade: O filme não mostrou, (claro, se não perderia seu glamour) que para ficar daquele tamanho o cabeleireiro colocava uma pasta de amido. Material orgânico unido à falta de higiene da época resultava em alguns bichinhos asqueirosos querendo se alimentar nas cabeleiras alheias. Não era difícil, portanto, ver um membro da nobreza (os homens também arrumavam o cabelo nessa época) dormindo com uma cabeça dentro de uma gaiola para não deixar os ratos da corte entrarem.Eca!



As garotas do Alceu 2007
Maio 15, 2007, 1:02 pm
Arquivado em: Dicas, História da Moda, autoreferencia

No último dia 10 o Centro Universitário do Senac inaugurou a exposição “O Brasil na ponta do lápis: Alceu Penna, modas e figurinos”.

Os alunos de graduação e do mestrado do SENAC homenageiam um dos grandes nomes da moda brasileira expondo seus trabalhos a respeito do criador, como pesquisas históricas, reproduções de croquis de figurinos e de moda, layout para imprensa e publicidade e réplicas de roupas.

A mostra fica em cartaz até o dia 26 de maio.

Alceu foi um dos grandes estilistas brasileiros, e ainda que a polêmica se foi ele ou não que construiu a imagem de Carmen Miranda continue, seu trabalho é definitivo para a história da moda brasileira. A homenagem das alunas do SENAC é uma forma importante de valorizar seu legado.

Para saber mais sobre a relação de Alceu Pena e Carmen Miranda leia o post “Carmen Miranda e Alceu Penna - Um pouco de história” que o Moda pra Ler escreveu na ocasião da exposição sobre a artista.

“O Brasil na ponta do lápis: Alceu Penna, modas e figurinos”
De 10 a 26 de maio de 2007
Biblioteca do Centro Universitário Senac – horário de funcionamento: Seg à sex 07:00 às 22:00/Sábados das 08:00 às 17:00.
Coordenação da Pesquisa: Profa. Dra. Maria Claudia Bonadio



Casa de Criadores Dia 3
Maio 10, 2007, 7:23 pm
Arquivado em: Casa de Criadores, Comportamento, Entrevistas
Moda pra Ler entrevista: Thiago Marcon

Thiago Marcon divide seu tempo entre sua marca e a equipe de estilo do setor masculino da Ellus. “Agora estou conseguindo levar, mas em breve terei que optar por uma coisa ou outra”, anuncia o estilista de 25 anos em sua quarta participação na Casa de Criadores.

Fã de histórias em quadrinhos ele resgatou os personagens de Mauricio de Souza, o maior símbolo do segmento no país, para colocar em suas coleções. Suas roupas são perfeitas para mocinhas modernas que adoram um brechó. Os maximoletons da estampados com o rosto da Tina e sua turma são objetos de desejo instantâneos (podem ser encontrados na Ellus 2nd Floor).

Como começou essa parceria com o Maurício de Souza?
Quando saí da faculdade entrei no projeto Fábrica Morumbi Fashion, que não existe mais. O projeto era voltado para o artesanato e elementos brasileiros em geral. Como tenho gosto muito de quadrinhos pensei em resgatar esse ícone do HQ brasileiro que é o Mauricio de Souza. Eu fui lá na caruda e ele achou o máximo.

Ele não estranhou?
O Maurício de Souza tem muita coisa licenciada, mas não para esse lado mais de moda. Ele gostou de ver o trabalho dele sob um novo prisma. Ele sempre me pergunta: “você lê turma da Mônica e gosto de ler até hoje?”.
Ele sempre acompanha as coisas e fala “ah! Mas você vai colocar esse rabisco na cara da Tina?”.

E como fica a questão dos direitos autorais sobre as imagens?
A gente tem uma parceria. Como não tenho uma produção grande. O royaltie fica de aguardo. Futuramente, se for ao São Paulo Fashion Week, aí a gente vê como faz.

Por que você escolheu a turma do Rolo e da Tina nessa coleção?
Essa coleção elegi a turma da Tina. Poque estava com vontade de umas meninas mais descolas que tivessem um resquícios da década de 70, que foi a década que ela nasceu. A Tina foi uma menina hippie, depois ela passa pelos anos 80 onde ela fica mais gostosinha, daí que vem os comprimentos minis. Eu pensei, o que seria essa Tina mais contemporânea e então fiz uma mistura de nos 70 e 80. A idéia foi trabalhar moletom como alfaiataria e a lã como jaquelas esportivas. Misturei elementos para alcançar esse clima mais atual.

Você pretende abrir loja própria?
Ainda não. Eu estou há três anos na Ellus. No momento estou crescendo lá e despontando fora. Levos as duas coisas na boa, mas quando galgar mais responsabilidades vou ter que optar entre uma coisa e outra. Porque toma muito tempo.

Qual personagem da turma da Mônica você gosta mais?
Não tenho um preferido. Na moda já fiz com Austronauta, com Piteco. Tento encaixar os personagens de acordo com o que estou acreditando como tendência. E transformar os personagens em alguma estampa corrida, algum grafismo, que não seja só a carinha dela. A idéia não é trabalhar a estampa certinha.

***
Imagens: Erika Palomino

Veja o vídeo gravado por Glauco do Descolex enquanto o Moda pra ler entrevistava o Thiago.



Casa dos Criadores Dia 2
Maio 10, 2007, 5:18 pm
Arquivado em: Casa de Criadores, Comportamento, Entrevistas, Tendências
Moda pra ler Entrevista: Walerio Araújo.

Em sua “décima terceira ou décima quarta” participação na Casa de Criadores o estilista Walério Araújo foi ovacionado pelo público ao final de seu desfile. Alguns críticos comparam o criador com John Galliano, que entre outras performances já apareceu num final de desfile com o balão de gás hélio amarrado na cintura. Como bem disse Ricardo Oliveiros do Fora de Moda, “ele desfila melhor do que muita modelo”.

Sua coleção cujo tema era “pérolas aos porcos” traz a marca registrada do seu trabalho para uma mulher que o une sofisticado ao fetiche.

Walério fez curso de corte e costura por correspondência e estreou em 2001 no Amni Hot Spot. Apesar da clientela estrelada e sua figura ser super querida no mundo da moda ele prefere ficar na Casa de Criadores por enquanto.

Um pouco antes do desfile, ao lado de suas passadeiras ele conversou com o Moda pra ler e contou um pouco mais sobre sua opção de desfile, sua coleção e sobre seu sabor de pizza favorito na pizzaria do Copan, onde mora e onde fica sua loja.

Você já tem alguns anos de estrada, clientes famosos, não pensa em participar de um evento maior como o Fashion Rio e o SPFW?
Eu optei por ficar na Casa de Criadores porque tudo é menor Tem uma cobrança muito grande de jornalistas, para participar do Fashion Rio e do SPFW. Para isso tem que ter uma estrutura financeira maior, um esquema de oficinas mais estruturado e por aí vai. Tenho que esperar a hora certa.

Fala um pouco sobre essa coleção?
O tema é “Pérolas aos Porcos”. São 21 looks. Envolve várias referências. É uma crítica a dificuldade de se fazer uma coleção. Dessa troca de favores, toda coleção temos que pedir um apoio financeiro, ou material. Torna-se apelativo. As roupas trazem muitas pérolas em cima de tecidos novos e populares. Tem um look que tem uns porcos bordados de cristais. E por que porcos fazem parte da minha infância. Minha mãe criava porcos e eu tinha função de alimentá-los. Foram muitos anos. Ficou na memória, minha mãe ganhava dinheiro com isso. È um bichinho bonitinho, serve como cofrinho….às vezes.

Também é uma coisa para pensar no seu planejamento financeiro?
Exato.

E os tecidos e os sapatos?
Um jacard exclusivo com um desenho que remete pérolas e bastante tafetá. Os sapatos do Fernando Pires, também com pérolas. Usei muitas luvas. Eu adoro. É coquetel, é fetiche. A minha mulher tem essa mistura do sofisticado com o fetiche. Do trash com o glamour.

Quais são os planos para marca?
Estou analisando algumas propostas para vender em multimarcas. Atualmente vendo na minha loja e na da Patrícia Field em NY.

Por que você optou por abrir sua loja no Copan?
Porque eu me acostumei com o lugar. Moro lá há dez anos. Aproveite a comodidade. Eu uso até o banheiro de casa. Eu procuro ficar lá o tempo todo.Para mim é perto de tudo. Vou na 25 de março três vezes por semana. Também estou sempre na rua das noivas e nos jardins. Faço tudo a pé. Minha pedicure, manicure são lá. Poderia fazer em outro lugar, mas faço lá. A pizza de lá é ótima. Uma vez, no final da novela O Clone, convidei o Herchtcovich para comer pizza e ele adorou. Eu gosto de Palmito com muzzarela, frango com muzarella e milho e a moda do chefe. Eu só não sou fã de catupiry. Também gosto do restaurante do João. Sempre almoço lá. A comida é bem caseira. Adoro a Feijoada do Sapori di Rosi aos sábados.

E o público da região como encara a loja?
O público da região estranha um pouco porque acha a loja muito imponente e também vê a clientela como a Preta Gil, a Sabrina Sato e a Elke Maravilha e não se identifica. Mas é mais pelo espaço porque a loja tem camiseta, vestido, eu faço por encomenda.

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Fotos:
Desfile - Erika Palomino
Walério - Laura/ Moda pra Ler



Casa de Criadores Dia 1
Maio 7, 2007, 1:02 am
Arquivado em: Casa de Criadores, Comportamento, Entrevistas, Jornalismo de Moda
Moda pra Ler entrevista: Ash

Roberto Leme e Guil Macedo

Estreantes na Casa dos Criadores, os estilistas Guil Macedo e Roberto Leme da marca Ash, sigla para A.nimal S.treet H., atenderam o Moda pra ler logo após o desfile do primeiro dia da Casa de Criadores. Os dois estão há três anos e meio juntos e há três vendem roupas. Suas criações são encontradas em quatro pontos de venda em São Paulo, todos nos jardins, um no Rio e um no Japão.

Nunca tinham feito um desfile até serem convidados para a Casa de Criadores. Apesar de críticos da rapidez dos tempos modernos, apertaram o passo para participar do evento. “Não podíamos recusar o convite”, confessou Guil.

O trabalho deles é marcado por estampas coloridas feitas a mão que lembram grafites e arte de rua. São roupas em formas geométricas feitas em malha, dirigidas para o jovem urbano e descolado.

A dupla tinha torcida organizada na platéia. Nos bastidores, ainda ofengantes e cercados de amigos, como a dupla Helena e Lívia da Amonstro e Dudu Bertholini da Neon, os criadores contaram um pouco como foi trabalhar para essa estréia.

Como foi a estrear na passarela?
Guil: Chegamos super cedo. Quando eram 7h, estava todo mundo pronto. Algumas pessoas vieram falar que estávamos loucos que estava muito cedo. Ficamos muito nervosos, mas no final deu tudo certo.

Fala um pouquinho sobre as estampas dessa coleção?
Roberto: Foram todas feitas à mão com nanquim. São estampas exclusivas. Estampo peça por peça, para que não haja muita repetição. Fazemos em média 16 desenhos por coleção. Para a Casa de Criadores desfilamos 24 peças e 17 estampas. Guil: Vamos compondo os desenhos uns sobre os outros. Por exemplo: a tela A com a Tela B, a B com a C e assim vai.

E no que os desenhos são inspirados?
Roberto: Procuro trazer objetos do meu cotidiano. Me inspiro no que vejo pela janela. Moramos no bairro do Paraíso que tem vista para o Parque Ibirapuera. Temos muitos animais, peixes e gatos. Nossas coleções sempre carregam a crítica à rapidez dos dias de hoje. Acreditamos que nos dedicamos mais quando temos tempo para fazer as coisas. Esse boneco, por exemplo, (mostra o pingente do seu colar) tem cara de preguiçoso.

Fala um pouco de como foi fazer as roupas?
Guil: Eu sou muito ligado em arquitetura e me inspiro em algumas casas que vejo, principalmente no meu bairro, para desenvolver as formas das peças. Nessa coleção tinha camiseta, vestido, macacão, muitos bolsos também.

E como foi a produção estréia da Casa dos Criadores? Correram muito?
Guil: Tem camiseta que terminamos em meia hora, mas a coleção demora porque depende das oficinas que costuram. A produção é de mais ou menos 400 peças.

Como vocês vendem suas coleções?
Guil: Vendemos em lojas multimarcas, atualmente na Ellus 2nd Floor, na Acervo Benjamin, na Garimpo Fuxique e na loja das Gêmeas. No Rio vendemos na Cucaracha e uma loja do Japão também comprou peças nossas.

Pensam em abrir loja própria?
Guil: Ainda não

Quais os planos para marca?
Roberto: Queremos diversificar e não só ficar presos às roupas. Queremos também vender pinturas, Toy Art. Nós também ministramos aulas de Toy Art na Escola São Paulo.

Para saber mais sobre a dupla:
http://www.myspace.com/artash
http://www.fotolog.com/ash__

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Desfile: Erika Palomino
Dupla Ash: Laura/Moda pra Ler



Casa de Criadores
Maio 4, 2007, 9:37 pm
Arquivado em: Casa de Criadores

O Moda pra Ler está acompanhando a Casa de Criadores. O evento que lançou nomes como André Lima, Karlla Girotto e Gisele Nasser completa 10 anos. Em breve algumas matérias e fotos no flickr. Aguardem!