moda pra ler


SPFW - três duplas
Janeiro 31, 2007, 3:50 pm
Arquivado em: Entrevistas, SPFW

A FWHouse aconteceu junto com a São Paulo Fashion Week. Era um espaço no terceiro piso da Bienal onde estilistas montaram um pedaço de seu show room de outono/ inverno para mostrar aos compradores que freqüentam a semana de moda. O clima calmo proporciou maior atenção às tendências expostas nas araras.

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Moda pra Ler aproveitou o fácil acesso aos criadores, que atendiam pessoalmente os clientes, e fez 5 perguntas para Sallomeh, Amonstro e Amapô. Em comum, a três marcas têm participações no extinto Amni Hot Spot, o trabalho em dupla e o estilo único e original.

SALLOMEH

Ana Carolina Rahal na FW House

A coleção de inverno das estilistas Ana Carolina Rahal e Maria Gabriela Rahal foi feita com malha, jérsei, algodão tecnológico e tule. O corte das roupas e os acabamentos artesanais, como tingimentos diferenciados e bordados dão um ar árabe as roupas. Apesar da descendência, a influência não é premeditada.

Como a marca começou?
Ana Carolina Rahal* - Minha mãe tem uma ateliê de tricô e minha irmã customizou algumas peças antigas que estavam sobrando. As clientes do ateliê ficaram loucas e começamos a produzir. Na época a Ellus 2nd Floor estava buscando novos designers e passamos a vender lá.

Qual o conceito?
Fluidez, dança. É uma mulher guerreira sem perder a criatividade. Mistura a minha personalidade com a da Gabi. Eu moro em São Paulo, sou divorciada e baladeira. Ela mora no interior é casada e mais tranqüila. Quando escolhemos o nome queríamos o de uma bailarina. Elegemos a Sallomeh do Oscar Wilde. Fiz a numerologia para definir a grafia. A nossa personagem tem dois “ll” e “h” no final. É mais boazinha que a dele.

O melhor de trabalhar com moda?
Se encontrar no trabalho. Estava no sangue. É muito gratificante ver uma mulher se sentindo bonita e sexy com uma roupa que fizemos.

E o pior?
Tudo. A matéria prima é cara. Encontrar mão de obra especializada é complicado. Conseguir ter o timing do mercado é um sacrifício para nós que somos uma empresa pequena. Apesar dos problemas nos preocupamos em dar oportunidades as pessoas que têm dificuldades em arrumar emprego, como senhoras mais velhas ou pessoas com deficiência. Temos dois ateliês: 1 em Florianópolis, outro em Atibaia. São 6 funcionários fixos e 25 colaboradores.

Se sua marca fosse convidada participaria da SPFW?
É um passo muito grande. Teríamos que nos estruturar melhor. Porém, gostaríamos de voltar a fazer desfiles. É o momento máximo para o estilista.

*A entrevista foi respondida somente pela Ana Carolina

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AMONSTRO

Helena Pimenta e Livia Torres

Cansadas de ver tanta sobra de malha, seda, moleton, tricoline, as estilistas Livia Torres e Helena Pimenta a frente da Amonstro chamaram a artista plástica Lalá Martinez Correa para criar peças com o que seria jogado fora. Assim surgiram os bichinhos de pano que antes eram brindes e agora são comercializados. No segundo semestre as criadoras colocam em prática a casa da Amonstro um mix de show room, ateliê e sala de estar das amigas e sócias.

Como a marca começou?
Lívia - Nós conhecemos na ultima semana de aula da Santa Marcelina. Nos tornamos melhores amigas e começamos a fazer camisetas e colocamos para vender na Ellus 2nd Floor. O pessoal da Luminosidade (empresa do Paulo Borges) chamou a gente para participar do Amni Hot Spot. O primeiro desfile foi também nossa primeira coleção.

Qual o conceito?
Helena - Nunca paramos para pensar. Gostamos de trabalhar com estampas. No começo nós mesmas fazíamos. Agora chamamos outras pessoas. É enriquecedor para o trabalho. Na última coleção chamamos um artista de Barcelona que conhecemos via internet. Ele nunca tinha estampado tecido. Foi bom para nós e para ele.

O melhor de trabalhar com moda?
Helena - Ter liberdade e se divertir. O trabalho precisa ser divertido, é uma condição que colocamos para quem trabalha com a gente.

E o pior?
Lívia- Vender. Não sabíamos como fazer. Estamos aprendendo na marra.

Se a marca fosse convidada participaria da SPFW?
Helena - Acho que aceitaríamos e depois a gente via o que fazer. Foi assim com o Amni Hot Spot.

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AMAPÔ

Carolina Gold e Pitty

Estreando na FWHouse Carolina Gold e Pitty criaram vestidos de festa para a coleção de inverno. De seda e com muitos babados a nova empreitada não trai o estilo Amapô que continua com viscocrepe, jeans, meia malha e moleton. Esse último o tecido favorito da duas.

Como a marca começou?
Pitty: Nos conhecemos na casa do Dudu Bertholini. Carol: Eu sou figurinista de publicidade. Pitty: Eu fazia faculdade e camisetas para a Banca de Camisetas. Carol: A Pitty é amiga da Aninha Strumpf da Garimpo Fuxique. Pitty: Começamos a trabalhar juntas como Amapô para a segunda coleção da Garimpo Fuxique.

Qual o conceito?
Carol: Misturamos cor e estampas. É uma roupa que mistura street e surf. Hoje ou você é infantil ou perua. Sentimos saudades de marcas como Pakalolo, Print Rip e Company que usamos bastante na nossa infância. Pitty: Eu tinha desejo de moda. Se meus pais fossem ao Rio e voltassem sem uma peça da Company não entravam em casa.

O melhor de trabalhar com moda?
Carol: Aparecer.Pitty: É. Aparecer.

E o pior?
Carol: Ter que criar coisas novas o tempo todo. Há também as dificuldades naturais do mercado, por exemplo, uma tecelagem não quer vender 10 metros de tecido, quer vender o rolo todo. A gente tem que lidar com isso. Outro ponto é que não se pode ser novo estilista o tempo por muito tempo. Tem muita marca nova no mercado. Tem que se agilizar.

Se sua marca fosse convidada participaria da SPFW?
Carol: Não sei. Pitty: É uma questão de responder se você querer virar gente grande ou não. Participar do SPFW é assumir um compromisso com um monte de gente e principalmente com nós mesmas. Carol: O ideal seria um novo formato. O Amni Hot Spot era legal, mas não dava muita visibilidade comercial. Algumas clientes que vieram aqui não sabiam do evento. Pitty: No momento estou satisfeita com o desfile que aconteceu em outubro e com a coleção de inverno.



SPFW - Corujas
Janeiro 31, 2007, 2:08 pm
Arquivado em: SPFW, Tendências

A coruja trás como significado “o ver a totalidade”, ou seja, ela, através da sabedoria, nos dá a possibilidade do ver as coisas na sua totalidade, o consciente e o inconsciente. Esse animal tem a capacidade de ver na escuridão, o que significa também ampliação dos limites da percepção. A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os níveis.

Significados a parte, esse animal noturno deixa a mata e sai às ruas consagrado como tendência em acessórios.

A vendedora Mônica Pinto que aparece no editorial de cabelos escolheu uma coruja prateada e com pedras no lugar dos olhos.

A empresária Sylvia Lins Pedrosa procurou muito até achar sua coruja dourada.

Carla Damasceno, estilista, optou por um modelo vintage, comprado numa feira de antiguidades em Buenos Aires


SPFW - Mini-entrevista com Ronaldo Fraga
Janeiro 30, 2007, 1:44 pm
Arquivado em: Entrevistas, SPFW

Em meio a agitação no lounge da Motorola no último dia de SPFW, o estilista mineiro Ronaldo Fraga falou exatos 1 minuto e 16 segundos ao gravador do Moda pra Ler.

Fala um pouco sobre a loja que você vai abrir em São Paulo?
É a primeira loja em São Paulo. A inauguração será em março. Ainda tem coisa que não está pronta, mas a loja já está aberta.

A loja abre com a coleção de inverno que você mostrou aqui na SPFW?
Com a inauguração efetiva da loja sim. Mas agora colocamos a coleção de verão do Guimarães Rosa lá.

Por que demorou tanto para abrir uma loja em São Paulo?
Não achava um lugar. Precisa ser um espaço conceitualmente parecido com o que tenho em Belo Horizonte. Agora encontrei um lugar uma casa na Aspicuelta com jardim do fundo. Exatamente do jeito que a gente queria. Quando encontrei o lugar já fechei. Foram quatro meses de obra.

E a linha “Ronaldo Fraga para filhotes”?
Faz 5 anos que faço é um sucesso de vendas. Agora ela cresceu e está caminhando sozinha.

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Crédito da Foto: CHIC



SPFW - Mini-entrevista com Camila Morgado
Janeiro 30, 2007, 1:10 pm
Arquivado em: Entrevistas, SPFW

A atriz Camila Morgado é fã confessa é da marca de Clo Orozco. Discreta e elegante, estava de Huis Clos de cima a baixo. Antes do desfile começar Moda pra Ler conversou rapidinho com ela. A Marisa do Objeto de Desejo filmou um pedaço dessa mini-entrevista.

É o primeiro desfile que você vem na São Paulo Fashion Week deste ano?
Esse ano sim. Sempre venho no desfile da Huis Clos.

É sua marca favorita?
Mais da metade do meu guarda-roupa é Huis Clos.

E esse chapéu?
(Ela levanta o chapéu e mostra a etiqueta: Huis Clos)

Você gostaria que a Clo Orozco fizesse um figurino para uma peça de teatro sua?
Claro! Precisaria ter relação com o tema. Algo que permitisse uma roupa mais apurada em moda, mas se ela quisesse eu adoraria.

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Crédito da Foto: Babado - Paulo Otero/ Fotomídia



SPFW - Tudo por um brinde
Janeiro 29, 2007, 4:23 pm
Arquivado em: SPFW

O brinde do desfile da Huis Clos foi um kit de produtos Natura. Os convidados tiveram que ficar atentos aos seus presentes porque uma olhada para o lado e sumia. Na saída do desfile a Marisa do Objeto de Desejo flagrou duas pessoas com mais de um kit e o Moda pra Ler fotografou.

A Rebeca do Runway Splash e o Glauco do Descolex também vão falar da gafes de alguns fashionistas na luta pelos brindes.



SPFW - O Poder do Pit
Janeiro 29, 2007, 1:19 pm
Arquivado em: Entrevistas, SPFW

Quem pensa que os fotógrafos odeiam o Pit dos desfiles está enganado. Pelo menos, foi o que contou o fotógrafo do jornal Agora Sergio Carvalho que o Moda pra Ler e o Descolex entrevistaram na tarde de domingo no lounge da Motorola.

O lugar reservado para fotógrafos e cinegrafistas é um mundo a parte na semana de moda. Eles são responsáveis por alguns momentos divertidos dentro das salas de desfiles. Quando há um grande atraso ou alguma celebridade falta, basta a luz apagar para algum deles gritar alguma frase engraçada.

O desfile da Maria Bonita, por exemplo, programado para as 10h30, começou 11h45. Segundos antes do desfile começar alguém gritou do Pit: “10h30, né?”. No da Erika Ikezili alguém gritou “Cicarelli”, chamando a modelo/apresentadora que ficou de aparecer e não deu as caras.

Nessa entrevistinha informal Serjão, como os amigos chamam, conta como é a vida dura dos fotógrafos de Pit.]
Você já cobriu São Paulo Fashion Week?]
Serjão - Já havia fotografado um desfile da Isabela Capeto, porém, fotografar todos os desfiles todos os dias é a primeira vez.]

E você está gostando?
Estou sim. É um ritmo acelerado, mas é divertido.

Resume como é a vida do fotógrafo no Pit?
Num lugar que caberia 40 pessoas, ficam 100. Os cinegrafistas tem preferência e tem alguns fotógrafos que mandam o assitente para guardar lugar. No meu caso, faço PIT e fotógrafos as pessoas que estão na sala de desfile. Tenho que ficar ligado para não perder o lugar. Fora isso é uma diversão afinal ta todo mundo na mesma “robada”, se virando como pode para fotografar.

Aumentar o Pit seria uma boa?
Aumentar o PIT seria uma boa, mas acho que colocariam mais fotógrafos.

Quantos cliques por desfile?
Acho que uns 120. Minha câmera tira mais ou menos 3 fotos por segundo.

Você prefere corredor ou PIT?
PIT, encontro uns colegas que estão cobrindo corredor e quando vêem a minha credencial de PIT falam que gostariam muito mais de estar lá.

Teve alguma situação engraçada nesse Fashion Week?

Não encontrei lugar no PIT e tive que colocar minha lente entre duas tochas de luz. Sai pingando.

Além do SPFW, o que é complicado de fotografar?
Shows e ações envolvendo polícia.

O que você mais gosta de fotografar?
Shows porque une minhas duas paixões: música e fotografia



SPFW - sessão da tarde nas bancas
Janeiro 28, 2007, 9:01 pm
Arquivado em: Comportamento, Jornalismo de Moda, SPFW

Entre o mundo maravilhoso das revistas de moda ofertadas na livraria Laselva na São Paulo Fashion Week, um par de revistas me chamou a atenção pelo tema: “Your Prom” e “Teen Prom”.

Folheando as duas um novo mundo surgiu. Ficou claro que os filmes da sessão da tarde onde a mocinha desajeitada desbanca a cheerleader e acaba com o galã no baile de formatura não são mera ficção. O prom é algo sério e, sobretudo, lucrativo.

A primeira é lançada pela gigante Conde Nast, que entre outras edita a Vogue América e a W. A segunda é da Hearst Communications que publica a Seventeen.Elas são semestrais inverno/ verão e trazem tudo que a menina precisa saber para se preparar para sua formatura. A publicidade é quase toda dominada por marcas de vestidos de festa.

Adolescente é sinônimo de internet, logo, as publicações trazem sites cheios de surpresas como o “dress finder” que ajuda as meninas a encontrar o vestido adequado para seu corpo e estilo. As roupas das celebridades são as grandes inspirações.

As revistas trazem dicas de cabelo e maquiagem, comportamento durante a formatura e histórias reais dos proms dos sonhos. Além claro, do principal os garotos.

A Teen Prom, com a nova estrela adolescente Tessa do seriado Laguna Beach na capa, traz a matéria “Beauty Count down” – ritual de beleza para chegar no grande dia com tudo em cima e um ditoral de moda para formandas gordinhas. Há também uma sessão de dúvidas de como agir no baile como “pega mal ir sozinha?”.

Na Your Prom, a cantora Cheyenne Kimball de 17 anos é a covergirl. Os editoriais de moda são melhor produzidos. Na edição dessa estação há um teste “que tipo de formanda você é?” – as respostas: “Diva da dança”, “Romântica divertiva” ou “Pessimista”.

A Teen prom está no site http://www.mypromshopper.com e a Your Prom no http://www.yourprom.com.



SPFW - celular + blog
Janeiro 28, 2007, 3:31 pm
Arquivado em: SPFW

“Pureza e simplicidade” são os elementos que definem o design dos celulares da Motorola. Com essas duas palavras Cláudio Ribeiro iniciou sua palestra sobre o processo de criação dos aparelhos da empresa e inaugurou as atividades no lounge no domingo. Depois de Cláudio, Ruth Johnson do Think Tank – publicação ligada ao WGSN, André Felipe da AG407 e três blogueiras companheiras de Moto-à-Porter deram suas impressões sobre a SPFW.

Claudio Ribeiro da Motorola, Fernanda Resende da Oficina de Estilo e Rebeca Moraes do Runway Splash.

A baixo um resumo das três palestras.

Claudio Ribeiro

O executivo da Motorola, que vive em Chicago, contou como é o processo de criação dos celulares da companhia, usando como mote os modelos lançados no evento – o MOTORIZR e MOTOKRZR.

Tudo que vemos (e ouvimos) no celular é estudado meticulosamente por vários escritórios localizados em cada continente. A pluralidade de nacionalidades é fundamental para que o produto seja moderno e agregue várias visões. “Temos que produzir o efeito ´uau`. O usuário tem se apaixonar pelo celular”, explicou Cláudio. Para obter o resultado a preocupação dos criadores envolve até o barulho que o celular faz para abrir.

A pesquisa de tendências para celular é feita de maneira muito semelhante a moda. Claudio e sua equipe percorrem o mundo para observar o comportamento das pessoas. “As vezes entramos na casa das pessoas, conversamos com elas. Assim, identificamos comportamentos a longo prazo”. O criador antecipou que a influência do funk carioca vai tomar proporções astronômicas na Alemanha.

Em seus slides mostrou a evolução do celular. O primeiro desenvolvido pela Motorola pesava 4,5 Kg e permitia conversar durante 30 minutos. Do tijolo ao acessório fashion, a moda é determinande no desenvolvimento de um celular. “O último ano foi o ano da cor para os aparelhos. Todo mundo queria ter um celular colorido em 2006”. Além da moda, a área de cosméticos também é atentamente observada pela equipe de criação da Motorola.

Na área de sustentabilidade, em voga no evento, Claudio contou que a Motorola não usa chumbo, material tóxico e poluente, e mantém constantes estudos para utilização de materiais alternativos, como uma fibra feita com garrafas de plástico recicladas e procura reaproveitar o material dos celulares antigos.

Ruth Johnson – Think Tank

Numa apresentação curtinha e sem slides a inglesa apresentou seus top 5 da SPFW:

1 – Rede de contatos – Internet possibilitando várias coisas. Citou a iniciativa “Create Yourself” da Melissa que contratou bloggeiras teen para alimentar o site.
2 – Conexão com o Japão – design criativo, no caso do Brasil gerado pela diversidade de raças e culturas.
3 – Estilo pessoal – a mulher brasileira prova que a sensualidade é para todas as idades.
4 - Preocupação com a sustentabilidade – elogiou a iniciativa do evento e acha que isso é uma preocupação urgente e não pode ser só uma tendência.
5 – Destacou alguns estilistas que chamaram sua atenção: Alexandre Herchcovitch (que já conhecia e adora), Raia de Goye, Neon e Maria Bonita.

AG 407 e as blogueiras

André Felipe, diretor de criação e sócio da AG 407, agência de publicidade responsável pelo lounge da Motorola e idealizadora do hiperblog dentro do Moto-à-porter, contou como foi a encontrar a melhor maneira de apresentar a empresa de celulares na São Paulo Fashion Week. Além de todo conceito do lounge, André destacou a idéia de trazer os blogueiros para alimentar o hiperblog. O publicitário lembrou que os blogs hoje são um fenomeno na internet e conquistaram um público cativo, por isso, nada mais oportuno para a Motorola seguir a tendencia mundial e fornecer informação dinâmica e diferenciada ao público. Outro ponto abordado foi sucesso inesperado, somando cerca de 1000 visitas/dia em menos de uma semana.

Fernanda da Oficina de Estilo, Rebeca do Runway Splash e Marisa do Objeto de Desejo fizeram um balanço da SPFW.

Fernanda contou como foi o caminho até chegar ao megablog. Rebeca contou um pouco sobre os posts que está fazendo durante o evento, a visão de alguém que não está inserida no mundinho encara a maior semana de moda do Brasil e Marisa finalizou o ciclo de palestras contando como os blogueiros usaram a tecnologia a seu favor nos 5 últimos dias.



SPFW - acessórios definitivos
Janeiro 27, 2007, 8:46 pm
Arquivado em: SPFW

Mais uma criação coletiva de Moda pra ler e Santa Mistura. No quarto dia de SPFW descobrimos algumas tatuagens que circulavam pelos corredores da Bienal. Todos os personagens encontrados falam de seu desenho com todo carinho. Cada um tem uma história especial sobre sua(as) marcas registradas.

O cineasta Cristiano Winter contou que no momento que o abordamos para solicitar a foto ele estava justamente pensando nos estímulos visuais, como as tatuagens, que o jornalismo de moda deixa de lado.

A tatuagem fazia parte de ritos tradicionais de povos espalhados pelo mundo todo. Hoje, seja por significado especial ou por estética, está difundida entre as mais diversas tribos urbanas.

A estilista Tatiana Krzyzanowski, falou dela mesma, mas definiu bem o conceito moderno de tatuagem: “minhas tatuagens são acessórios, como anéis e colares. Brinco que são minhas jóias”.

Para entender um pouco mais sobre tatuagem o Moda pra Ler recomenda o livro: “Tatuagem, piercing e outras mensagens do corpo” , pesquisa abrangente da jornalista Leusa Araújo, publicada pela CosacNaify que investiga os 5000 anos da arte de marcar o corpo com imagens.

Cristiano Winter – polvo

Para o cineasta Cristiano Winter as tatuagens servem para marcar épocas da vida. No momento em que fez o polvo no braço ele saia do trabalho árduo da bolsa de valores para tentar a vida como cineasta: “para os fenícios o polvo era o inferno, porém naquele momento queria abraçar o mundo. O polvo uniu esses dois sentimentos”.

Oseias Lopes – dragão

A beleza que a figura do dragão foi o que motivou o apresentador de TV Oseias Lopes a estampar a figura há dois anos em seu bíceps. É a única tatuagem que ele tem: “Não gosto muito de tatuagem”, revela.

Samantha Simon – letras

Bem escondida de baixo da roupa, a assessora de imprensa Samantha Simon mantém a palavra amor escrita em hebraico em sua costela.

Glauco Sabino – asas de anjo


O blogueiro tem asas de anjo e a palavra liberdade em francês no alto das costas. O tatuador elegeu o desenho na hora: “Tenho uma megatara por asas”.

Tatiana Krzyzanowski – flor

A estilista coleciona 8 tatuagens. Há 6 meses ao invés de alianças ela e o futuro marido trocaram tatuagens no ante-braço.

André Felipe - dragão

A grande habilidade com as artes gráficas fez o publicitário esperar anos em busca do desenho perfeito. Contudo, quando foi acompanhar sua mulher que tatuaria um floral no braço resolveu fazer um dragão que constava na cartela de desenhos do tatuador. Feliz impulso: “Foi uma das melhores coisas que fiz em 2006”, alegra-se.

David Dieguez – bicicleta

No SPFW, David Dieguez calcula quantas árvores cada freqüentador deve plantar para neutralizar sua emissão de gás carbônico. Ciclista praticante homenageou sua bicicleta com uma tatuagem na perna.



dia das crianças
Janeiro 27, 2007, 3:38 pm
Arquivado em: Tendências

Moda pra Ler retoma sua excursão pelo mundo das crianças e fala um pouco mais sobre o Salão Profissional de Moda Infantil. A feira contava com expositores do Brasil todo trabalhando em diversos segmentos: acessórios, underwear, calçados e roupas de todo jeito.

Os pequenos são um mercado promissor e por isso a oferta de produtos cresce. Não é de hoje, por exemplo, que a Vogue faz uma edição especial Kids e mostra o surgimento de marcas de luxo para as crianças.

De volta ao Salão, duas marcas me chamaram atenção: Guapa Chic de Recife que faz roupas para meninas de 4 a 20 anos e Babouabu especializada em calçados para bebês até 3 anos.

Guapa Chic

Com pouco mais de um ano de existência, a grife pernambucana dirigida por Sylvia Lins Pedrosa faz roupas variadas que engloba inocência e modernidade para atender meninas com um estilo mais lúdico e para outras com vontades contemporâneas.

A empresária acumula 20 anos de experiência na moda infantil e na hora de abrir seu próprio negócio não trocou o certo pelo duvidoso. A escolha pela moda juvenil feminina aconteceu por achar que os meninos são menos ousados e por isso comercialmente são clientes mais complicados.

Mesmo para coleção de inverno as roupas são leves – o viés tropical no entanto conquistou clientes do sul. Sylivia aposta nas futuras sobreposições: “Vendemos para o Brasil todo, as meninas vão usar com meias e blusas fininhas por baixo”, comemora.

Nas araras roupas de lurex, acessórios com um que hip-hop, blusas com obi com desenho de vaquinhas, saia godê com estampa de joaninha, além de uma incrível estampa da Mary Poppins escrito “supercalifragilisticexpialidocius”.

O tamanho que atende até 20 anos foi na verdade uma observação da vontade da mãe de também ter as roupas da Guapa Chic. Por enquanto ainda não há planos de abertura de loja própria – “loja demanda muito trabalho, quero qualidade de vida”, afirma.



Babouabu

Também sem um ponto de venda fixo, o casal carioca Carlos Eduardo Sabino e Karina Faria proprietários da marca de calçados Babouabu procuraram sapatos confortáveis para os pezinhos de sua filhinha, hoje com 4anos. Como tiveram muita dificuldade de achar resolveram usar as habilidades de artista plástica de Karina e criaram sapatos de couro com sola bem maleável e antiderrapante.
Os amigos viram a produção aumentou e os dois coloram em prática a vontade de ter um negócio próprio. O nome da grife surgiu da forma que a pequena chamava o pai.

Os sapatos tem um apelo lúdico, mas a dupla também traz tendências como a linha safári que lançaram no evento. Além dos modelos para os muito pequenos, a marca fez uma parceria com a Alpargatas para fazer galochas e congas que atendam os mais crescidinhos.

Os sapatinhos custam cerca de R$45 e trazem um tag com declarações de ortopedistas e pediatras falando dos benefícios dos mini-calçados.



Bateu a vontade de presentear um priminho pequeno ou ter o próprio rebento?