moda pra ler


férias
Dezembro 24, 2006, 10:05 pm
Arquivado em: Sem-categoria

O Moda pra Ler entra de férias e volta dia 22 de janeiro com muitas novidades.
Um ótimo 2007 para todo mundo!



Resenha
Dezembro 19, 2006, 9:49 pm
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O texto a baixo escrevi para Rolling Stone, número 3 que está nas bancas com a Ivete Sangalo (muito linda, por sinal) na capa. Quem tiver a revista tá na página 125.

***

“Pelo Mundo da Moda: Criadores, grifes e modelos”***
Lilian Pacce
Ed. Senac

Quando Lilian Pacce começou a escrever sobre moda perguntava às modelos “O que toca sempre no seu walkman?”. Do toca-fitas ao ipod, lá se vão 20 anos de cobertura jornalística de moda que a apresentadora do GNT Fashion sintetiza nessa seleção de entrevistas e reportagens. O livro tem prefácio respeitável assinado pela estilista inglesa Vivienne Westwood.

Os excessos da moda dos 80, o minimalismo dos 90 e a fusão de estilos do início do 00 são retratados nas entrelinhas dos depoimentos de Pierre Cardin, Yohji Yamamoto e Karl Lagerfeld, entre outros, agentes essenciais da moda nas últimas duas décadas. De Dalma Callado à debutante Camila Finn, a moda brasileira é retratada somente nas entrevistas com as modelos. Os criadores nacionais, que Lilian acompanha com intimidade, ficaram de fora. Numa próxima coletânea, talvez?

Os textos são datados, mas num mundo que muda a cada seis meses, a jornalista documenta os clássicos e aposta no que vai perdurar. Um registro interessante da evolução da moda e do trabalho da autora como repórter.



Gadgets Fashion
Dezembro 19, 2006, 9:21 pm
Arquivado em: Colaborações


Aparelhos eletrônicos viram símbolo de status e começam a tirar consumidores de moda

O guarda-roupa vazio do estudante de fisioterapia Raphael Cury, 18, contrasta com a mesa repleta de eletrônicos. O notebook divide espaço com o iPod, o palm top, a câmera fotográfica digital e o celular. “Tenho pouca roupa porque prefiro juntar meu dinheiro para comprar eletrônicos”, revela.

Um celular multifuncional com o design arrojado custa mais de R$1mil. O modelo mais barato de iPod vale cerca de 800 reais. Os valores altos já não assustam as meninas que começam a compartilhar a atitude de Raphael e economizam nas roupas para gastar com gadgets eletrônicos.

As bolsas que a aluna de arquitetura, Beatriz Vanzolini Moretti, 20, adora comprar tiveram que esperar seis meses até que ela conseguisse comprar o player da Apple. “Foi o maior investimento que já fiz”, confessa a proprietária de um modelo de 20GB. A lista de eletrônicos da estudante inclui celular com câmera, máquina fotográfica digital e palm top. O próximo passo é comprar um notebook.

Rony Rodrigues, diretor da pesquisa de tendências Box 1824, aponta que o iPod e todos os gadgets eletrônicos, mais que a moda, são a novidade: despertam o desejo de estar conectado com a última tecnologia e de poder carregá-la para todos os lugares. “Hoje o mesmo modelo de camiseta está na cadeia de lojas Zara e na grife de luxo Dior. Os eletrônicos estão em um patamar mais alto no imaginário dos consumidores. Dá mais status ficar com o mais difícil de alcançar”, explica.

As empresas de vestuário reconhecem o avanço nas vendas dos gadgets e as encaram como um verdadeiro desafio para o futuro da moda: “O gadgets são os novos brinquedos. Alcançaram o desejo dos adultos”, afirma o estilista Maxime Perelmuter. As grifes se preocupam cada vez mais coma substituição das roupas por esses novos objetos. “A moda tem que ficar atenta ao comportamento do cliente que consome eletrônicos para criar produtos cada vez mais desejáveis”, conta Cláudio Pessanha, diretor comercial da Zoomp.

Algumas marcas já optam por se juntar à concorrência. A marca de jeanswear Buccanes comemora o sucesso nas vendas da calça com porta iPod lançada em setembro: “É uma das peças mais caras da coleção de verão e as lojas estão pedindo reposição”, conta o proprietário Julio César Uga. A calça custa cerca de R$250,00. A Levi´s foi mais longe e criou um modelo que já vem com um iPod especialmente desenvolvido para a marca. “É natural que a moda se aproxime da tecnologia”, conta José Cláudio Motta diretor de marketing da empresa. A RedWire™ DLX custa R$1500,00 em edição limitada à venda em apenas duas lojas.

As mulheres dispostas a pagar pela tecnologia são o alvo das indústrias de eletrônicos que querem transformar seus produtos em acessórios fashion, de estilos tão diferentes quanto as roupas de uma temporada e que deixam de valer na próxima estação.

“O tempo de troca do celular diminui cada coleção. Hoje são 11 meses, contra 19 da temporada passada. Os modelos coloridos agradam muito às mulheres”, afirma Andréa Vasconcelos, gerente de marketing da fábrica de celulares Motorola. A empresa apresenta coleções de telefone há cinco anos na São Paulo Fashion Week.

No mesmo caminho segue a industria de eletrônicos Sony que já mostrou seu produtos em eventos das marcas V.Rom e Ellus 2nd Floor. “O mercado tem dobrado a cada ano e as mulheres têm contribuído muito para esse crescimento”, explica Marcus Trugilho, o gerente de comunicação da multinacional. Uma câmera digital cor-de-rosa de 7.2 mega pixels, de R$2 mil é a nova aposta em eletrônicos fashion da empresa.

Muitas mulheres ainda resistem, como a atriz Aline Baba continua abarrotado. O celular e a câmera digital foram presentes. “Não vou mandar cartas ou falar de orelhão. Os eletrônicos são práticos, mas não ajudam a ficar mais bonita como uma roupa faz”, diz.

A personal stylist Fernanda Resende, 28, por sua vez, conta que está se rendendo cada vez mais aos eletrônicos. Seu objeto preferido é o celular que também é palm top, câmera fotográfica e filmadora. “Ando avaliando custos e benefícios de eletrônicos em relação às roupas. Outro dia saí para comprar uma saia e voltei com um iPod”, revela.

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Essa matéria fiz para a revista Moda da Folha de S.Paulo da última sexta-feira, dia 15. A Fernanda da Oficina de Estilo foi uma das entrevistadas.
A revista logo logo estará disponível na internet.



Amar Moda é…
Dezembro 15, 2006, 5:02 pm
Arquivado em: Comportamento, Jornalismo de Moda

A coluna de moda que stylist Paulo Martinez, editor de moda da revista FFW Mag! assina para edição 39 da Simples reuniu 35 lições sobre o que é Amar Moda.
Separei algumas para os leitores do Moda pra Ler.

Amar Moda é…
*estudar
*ler. Tem quem ainda não saiba
*escapismo e lúdico. As melhores desculpas dos últimos anos.
*falar que o verde-limão é o novo preto (E não rir disso…please!)
*falar muito de si mesmo. (Mas eu sou surdo…)
*ter que comprar determinado item fashion se não você é capaz de morrer.
*não pagar o condomínio e comprar aquela revista importada que acabou de chegar.
*amar por amar sem explicar (Tipo tesão. Não se explica se sente)
*não fazer lista sobre moda
* é foda

Completo a lista do autor com:
Amar Moda é… Observar



Endereços úteis 6
Dezembro 11, 2006, 10:09 pm
Arquivado em: Dicas


Chegou o momento de comprar biquíni e com ele a lembrança que a promessa da ginástica feita no começo de 2006 não foi cumprida. Para deixar registrado esse drama anual o Moda pra Ler responde a dúvida de suas amigas que andam perguntando onde achar biquínis baratos e que cujas peças possam ser compradas avulsas.

Biquíni legal lembra Cia. Marítima, Rosa Chá, Lenny, Andrea Degreas, Jô de Mer, entre outras, contudo, se o leitor é como minhas amigas que só freqüentam a praia esporadicamente não acha R$100,00 reais (ou muito mais) um preço justo para dois pedaços de pano.

A primeira dica é: Rio de Janeiro – na capital fluminense é muito fácil achar lojas de biquíni para todos os gostos e bolsos.

Quem não tem a felicidade de morar ou visitar o Rio, pode recorrer aos grandes magazines. O Carrefour, CeA e Renner estão com biquínis ótimos. Encontrei no Carrefour por R$30,00 um modelo liso igual ao da Cia. Marítima que custava R$80,00. A qualidade da Lycra era só um pouco inferior.

Em São Paulo, a Prisma é uma boa opção para quem quer preço bom e peças avulsas. A loja institucionalizou sua tradição de vender parte de baixo P com parte de cima G e fez um site chamado monte seu biquíni em que a cliente visualiza e monta as combinações antes de chegar na loja.

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Crédito da imagem: www.meuemagrecimento.blogger.com.br/



Som da Moda
Dezembro 11, 2006, 7:21 pm
Arquivado em: Moda e Música

Essa semana a música escolhida foi “Dance with me” do Lords of the New Church na versão bossa nova do Nouvelle Vague.

A música está no segundo disco da banda, “Band à Part” (2005), título do clássico filme de Jean-Luc Godard, diretor ícone do movimento cinematográfico que inspirou o nome da grupo. O usuário do YouTube, luakabopper, muito astuto, encaixou a música na cena em que os três protagonistas dançam o huly-guly. Muito bom!

The Lords Of The New Church - Dance With Me

Let’s dance little stranger
Show me secret sins
Love can be like bondage
Seduce me once again

Burning like an angel
Who has heaven in reprieve
Burning like the voodoo man
With devils on his sleeve

Won’t you dance with me
In my world of fantasy
Won’t you dance with me
Ritual fertility

Like an apparition
You don’t seem real at all
Like a premonition
Of curses on my soul

The way I want to love you
Well it could be against the law
I’ve seen you in a thousand minds
You’ve made the angels fall

Won’t you dance with me
In my world of fantasy
Won’t you dance with me
Ritual fertility

Come on little stranger
There’s only one last dance
Soon the music’s over
Let’s give it one more chance

Won’t you dance with me
In my world of fantasy
Won’t you dance with me
Ritual fertility

Take a chance with me
In my world of fantasy
Won’t you dance with me
Ritual fertility



moda pra ver
Dezembro 8, 2006, 2:28 pm
Arquivado em: Colaborações, Dicas, na imprensa

A envergonhada editora do Moda pra ler, vulgo eu, foi a entrevistada da apresentadora Renata Simões no Revista Balada que foi ao ar ontem no multishow. Falei sobre as tendências macro e micro da moda. No site do canal tem um link para quem quiser assitir a matéria - precisa de cadastro para assistir.



filme de bolso
Dezembro 7, 2006, 2:10 pm
Arquivado em: Dicas

A Juliana Mundim é responsável pelo Pocket Films for Travelers.com - o site é seu diário de bordo feito com videos, imagens, instalações virtuais. O site é lindo e a idéia genial. Também tem um fotolog. Não conheço ela, mas virei fã!

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Essa imagem aí em cima ela fez para ilustrar o México. Quando você passa o mouse em cima da figura as imagens aumentam e fica tocando uma música de fundo.

Obrigada Fê pela dica!



Moda pra ler recomenda: Avesso
Dezembro 7, 2006, 3:59 am
Arquivado em: Dicas


O Moda pra ler adora conhecer novas publicações sobre moda! Essa semana a surpresa foi o Fanzine Avesso.

Com tiragem limitada de 200 exemplares, a publicação é escrita e realizada pela jornalista e estudante de moda paranaense Heloisa Coltro. Em formato de bolso (10×14cm) a revistinha será trimestral.

A edição de estréia traz uma entrevista com a mulher do mito André Courréges, Coqueline Courréges, que aos 71 anos administra a Maison do marido. Vale lembrar que a marca do estilista que uniu moda e arquitetura não se rendeu aos grandes conglomerados de moda e ainda funciona em esquema familiar. Talvez por isso seja apenas uma boa lembrança na história e pouco citada na moda de hoje. Divagações à parte, a jornalista solta a polemica: quem inventou a mini-saia Courréges ou Mari Quant?

O zine traz outra entrevista muito interessante com Isabelle Quehé, idealizadora do Ethical Fashion Week que aconteceu em Paris no mês de outubro e matérias sobre moda e comportamento no Japão, um histórico sobre grafite, além de um editorial de moda feito com roupas de uma jovem estilista de Londrina.

A revistinha que custa R$3,00 e só pode ser comprada pelo e-mail ou pelo telefone
avessozinedebolso@gmail.com e 43 9922-7547. No blog tem um aperitivo.

Olha o release de lançamento:

Você pode até achar que a moda é só glamour, desfiles, modelos e festas badaladas. Moda pode ser tudo isso, mas também pode ser muito mais. Apostando que existe vida inteligente nesse universo tão badalado, criamos o zine Avesso - onde o leitor, leigo ou expert, vai se deparar com o outro lado da moda, seja ela acadêmica, conceitual ou pop.

Licenciado em Creative Commons (uma licença de conteúdo especial e mais flexível), o Avesso estréia sua edição #00 com matérias especiais, como a entrevista com Coqueline Courrèges - esposa do estilista André Courrèges e chefe da maison que leva o sobrenome do casal - e com Isabelle Quehé, criadora do Ethical Fashion Show, a semana da moda politicamente correta, realizada anualmente em Paris .

Ao lado das badaladas entrevistas, o Avesso dá espaço à sempre crescente produção da moda undergorund - de um lado, com a Diva de Papel desenhada por Enéas Neto, estreante do Estação Fashion Londrina em 2006, e de outro com o ensaio Amor Retrô, apresentando a marca vintage Polka Dots, com a assinatura de Maira Feitoza.

E não pára por aí: o Avesso ainda traz ilustração, fotografia, design, graffite e outros quitutes num formato que cabe em qualquer bolso - tanto pelo preço (R$3) quanto pelo tamanho (10×14).

***
Imagens: Avesso/ divulgação.



sem diferença de classes
Dezembro 7, 2006, 2:23 am
Arquivado em: Comportamento

O longa-metragem “O Céu de Suely” e a mini-série “Antonia” exibida pela Rede Globo têm grandes semelhanças no figurino.

Ambas mostram as mulheres com roupas decotadas, curtas e/ou justas, plataformas e brincos grandões, em geral argolas e as blusas com decote nadador nas costas, ou mais cavadas na frente e as alças do sutiã aparecendo.

Nas visitas a álbuns de fotos alheios no orkut e na observação das pessoas nas ruas (nos transportes coletivos é especialmente divertido) percebo que esse tipo de roupa não é exclusividade das mulheres da periferia. As classes ditas A e B também compartilham das mesmas combinações de roupas.

Arrisco dizer que o figurino recorrente da brasileira na hora do lazer ou da balada é: calça jeans ajustada, blusa (em geral preta) bem decotada, argolas grandes na orelhas, cabelo longo e liso (em geral com chapinha) e sandália ou bota de plataforma.

Esse padrão de sensualidade e beleza tem várias influências: clima quente, a mídia estimulando a necessidade do corpo perfeito, a sociedade machista, etc. Contudo, reparo que por seguir esses critérios a brasileira não ousa nas combinações e acontece uma mesmice na moda, além de gerar egos frustrados (outra discussão longa).

Os novos estilistas e a profissionalização do setor já começaram a mudar essa situação, mas, por enquanto, o jeito é agüentar a viscolycra da 25 de Março a Oscar Freire.

Não tenho pretensão, nem quero fazer críticas ou dar rótulos, mas fica aqui a observação e a proposta para reflexão. O que os leitores acham?

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Imagem: divulgação