moda pra ler


A escola que marcou a Alemanha e o mundo
Junho 30, 2006, 11:54 am
Arquivado em: História da Moda

Em tempos de Copa na Alemanha, o resgate da história desse país é mais que oportuno. Além de três títulos mundiais, a nação de língua difícil também tem em seu currículo uma louvável história do design e moda. São de lá nomes e marcas como: Karl Lagerfeld, Adidas, Volkswagen e Mercedes Benz.

No começo do século, logo após o final da primeira guerra, existiu na Alemanha uma escola de artes inovadora chamada Bauhaus (em português a Casa da Construção). Ela foi fundada pelo arquiteto Walter Gropius e encerrou suas atividades quando os nazistas assumiram o poder. Entres os professores da instituição estavam Marcel Breuer, Paul Klee, Wassily Kandinsky e Mies Van der Rohe.

Objetivo:
“ A Bauhaus quer estabelecer harmonia entre as diferentes atividades da arte, entre todas as disciplinas artesanais e artísticas e torná-las inteiramente solidárias de uma concepção de CONSTRUIR. Nosso objetivo final é a obra de arte unitária – o edifício – na qual não haverá distinção entre arte monumental [artes maiores] e arte decorativa.” (Walter Gropius)

O currículo da escola era organizado da seguinte maneira: curso preliminar (6 meses); ensino técnico (3 anos) e mais dois anos para formação em arquitetura, que segundo Gropius, era a síntese de todas as artes. O estudante também podia optar pela formação técnica em um dos temas que estudavam. Nos três anos de preparação técnica os alunos freqüentavam laboratórios de teatro, marcenaria, metais (caixilhos, estruturas etc), cerâmica, vitrais, pintura mural e tecelagem.

Em 14 anos (1919-1933) de funcionamento a Bauhaus mudou três vezes de lugar em função do avanço do nazismo. Eram os governos municipais que financiavam a instituição, e como os seus dirigentes e professores tinham simpatia pelo pensamento socialista, conforme o nazismo avançava a escola ia buscando cidades cujo governo era mais liberal. A primeira sede, em 1919, instalou-se em Weimar, a segunda, em 1925, em Dessau e, em 1930, a Bauhaus mudou-se para Berlim, onde seria fechada três anos mais tarde.

O ateliê de Tecelagem da Bauhaus
Pouca gente se interessou inicialmente em se formar como tecelão pela Bauhaus. Os rapazes enxergavam a tecelagem como uma tarefa feminina e as moças dos anos 20 estavam começando o processo de emancipação feminina e não queriam estar ligadas a atividades consideradas exclusivas de mulheres. Assim, conseguir uma pessoa que cuidasse do departamento de tecelagem foi muito complicado. Foi a única mulher que lecionava na Bauhaus, Gunda Stölzl, que estruturou o ateliê. Em 1930 quando o também arquiteto Mies Van der Rohe assumiu a direção da escola, sua mulher Lili Rajh afasta Gunda. Um ano antes do fechamento da escola , Lili instituiu a moda como matéria obrigatória dentro do ateliê de tecelagem.

Um dos professores dessa especialização em tecelagem era o artista plástico Paul Klee, principalmente quanto à arte da estamparia. No começo apenas 22 alunos se interessaram na especialização têxtil, mas depois da exposição anual da instituição em 1923, com os elogios de Walter Gropius, o número de alunos aumentou para 114.

Os teares eram ocupados principalmente por tecidos para decoração e tapeçaria. A produção de roupas foi inexpressiva. Isso se explica porque a produção da Bauhaus era focada na produção industrial em grande escala e só depois da segunda guerra que o prêt-à-porter se estabeleceu amplamente no mercado. Os grandes legados do ateliê têxtil foram tecidos tecnológicos e as estampas em formas abstratas.

Até hoje
Os poucos anos de funcionamento foram suficientes para influenciar toda a arquitetura e o desenho industrial moderno. Aqui no Brasil arquitetos como Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha e Villanova Artigas têm referências à Bauhaus possíveis de serem identificadas em suas obras. A Bauhaus influenciou também os cursos de formação de arquitetos e de designers em todo o mundo. Como seus principais representantes foram exilados nos EUA, a arquitetura e o design norte-americanos, após a segunda guerra, têm grande influência da Escola de Weimar.

Na moda, pontualmente, algum estilista usa a Bauhaus como referência, como já aconteceu com uma linha de roupas da grife alemã C-Neeon. Bauhaus também é o nome de uma banda de rock dos anos 1980.

A herança da Bauhaus está descrita em muitos livros já traduzidos para o português. Há também o museu da escola em Berlim, sua última sede.

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Legenda das Fotos: de cima para baixo
- Cadeira Wassily de Marcel Breuer, elaborada na Bauhaus
- Tapeçaria feita pelos alunos do Ateliê de Tecelagem
- Retrato de Gunda Stölzl
- Vestido desenvolvido na Bauhaus

Agradecimentos: Consultoria afetiva e histórica da professora Rosa Artigas.



Nos bastidores da Chanel
Junho 29, 2006, 1:58 pm
Arquivado em: Jornalismo de Moda

O videozinho do link abaixo mostra os bastidores do desfile na Estação Central de Nova York, Karl Lagerfeld lendo o caderno de esportes e um cachorro chamado Albert.

http://fashion.chanel.com/events/cruise/en-us/

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Se você é leitor de blogs de moda já deve ter visto.



"Esquadrão da Moda" em versão brasileira
Junho 26, 2006, 3:09 pm
Arquivado em: Entrevistas

As sócias Fernanda Resende e Cristina Zanetti cuidam do ótimo blog da Oficina de Estilo. Antenadas fizeram o esse espaço virtual como fonte de informação para as clientes da Oficina de Estilo, a empresa que as consultoras de imagens montaram para atender as pessoas que buscam ajuda para remodelar a imagem pessoal. Nesse processo são envolvidas roupas, beleza, postura e as meninas coordenam tudo.

Na entrevista a seguir, as duas contam como é o trabalho delas oferecendo este serviço pouco popular, mas que quem conhece é louco para usufruir.

Modapraler - Vocês têm formação em moda? Como foi a especialização na área de consultoria de imagem?
Oficina de Estilo -
Eu sou formada em Direito e a Cris em engenharia, não existe no Brasil graduação em consultoria de moda, especificamente. Eu me pós-graduei na Anhembi Morumbi (Moda e Comunicação/Arte e Cultura) e as duas se especializaram em consultoria de Imagem, Estilo Pessoal e Análise Cromática no Senac/SP. Estudamos tudo que envolve a consultoria de uma jeito mais avançado: cores, estilos, silhuetas, tecidos, história da arte e da moda, moda contemporânea.

Modapraler - Como se atualizam?
Oficina de Estilo -
Estamos ligadas o tempo todo na internet, lemos pelo menos 6 revistas (nacionais e internacionais) todo mês, participamos de cursos livres e prestamos MUITA atenção em tudo e todo mundo!

Modapraler- Como é o campo de trabalho para consultores de moda? Há um crescimento?
Oficina de Estilo -
Nós percebemos que há mais interesse em relação à consultoria como profissão, na medida em que esse trabalho se torna mais conhecido. Vemos muita gente se apresentando como consultor, mas sem um trabalho sério.

Modapraler - A maioria das consultoras de imagem são freelancer, porque optaram em abrir uma empresa?
Oficina de Estilo -
Desde o início a gente se propôs a ter um escritório, manter um site informativo e construir uma estrutura que transmitisse confiança e credibilidade aos nossos clientes: a profissão ainda é bem “nova” e pode haver resistência em relação ao trabalho. Procuramos fazer tudo direitinho pra abrir portas e garantir a seriedade da profissão.

Modapraler - O que motiva as pessoas a procurar vocês? Há um perfil de cliente?
Oficina de Estilo -
Nosso cliente vem muito por propaganda boca-a-boca. Famílias inteiras nos procuram. As mulheres são maioria: saídas de períodos de gestação ou se recolocando profissionalmente. Atendemos também muita gente em época de eventos - casamentos, formaturas e viagens.

Modapraler - Qual (ou quais) o problema (ou as dúvidas) mais freqüente(s) das pessoas que procuram o serviço?
Oficina de Estilo -
As pessoas querem ter uma “cara” só delas, um estilo único que as diferencie, sem destacá-las do grupo social em que estão inseridas. Querem poder comprar em mil lugares, sempre de maneira coerente. Todo mundo quer usar tudo que tem no armário. Ninguém quer ter nada parado.

Modapraler - Como vocês estruturam o trabalho?
Oficina de Estilo -
Abaixo um trecho da proposta formal que enviamos pra cada cliente no início da consultoria.

O nosso trabalho começa pela elaboração de um dossiê personalizado, que funciona como um “manual” ­ você aprende a valorizar sua silhueta, coordenar peças de maneira original e fazer as escolhas certas na hora de comprar. Em cada dossiê colocamos todas as informações sobre vestuário, acessórios, estilo pessoal, coordenação de looks, cabelo e maquiagem, indicados exclusivamente para você. O primeiro passo para desenvolver este manual é fazermos uma entrevista, que pode ser na sua casa ou no nosso escritório. No encontro seguinte, fazemos algumas análises técnicas de tipo físico e de coloração pessoal e a avaliação do guarda-roupa. No terceiro encontro você recebe o dossiê e uma cartela contendo 200 amostras de cores selecionadas para valorizar a sua aparência e ajudar na coordenação de looks. A próxima etapa é fazermos uma limpeza no seu armário, mantendo as peças indicadas ao seu tipo físico e estilo, e retirando os itens menos adequados. Assim, conseguimos abrir espaço (físico e mental!) para a construção de um novo guarda-roupa.
Na seqüência, passamos uma tarde com você visitando lojas, experimentando novas propostas e fazendo compras. As peças são previamente pesquisadas e selecionadas em lojas coerentes com seu estilo e orçamento. Além das compras, o intuito desta tarde é mostrar na prática quais looks e propostas funcionam melhor na sua silhueta e exercitar e firmar seu estilo pessoal. Se houver necessidade, vamos com você ao cabeleireiro e indicamos uma aula de maquiagem.

Modapraler - Em geral, o que as pessoas já têm no armário funciona ou há a necessidade de comprar roupas?
Oficina de Estilo -
Ninguém fica absolutamente sem nada no armário depois da nossa “visita”, mas fazemos uma limpeza pra tirar da vida do cliente tudo que não funciona pra silhueta ou pro estilo dele; itens velhos ou datados demais, e que esteja em estado ruim de conservação a ponto de comprometer a imagem do cliente. Geralmente fazemos compras logo em seguida, mas inserimos poucas peças e aos poucos, para que o cliente se sinta confortável pra experimentar novas coordenações e tenha tempo de absorver toda informação que transmitimos - assim ele vai criando confiança para fazer as melhores escolhas sozinho!

Modapraler - Vocês trabalham com lojas específicas ou o cliente fica livre para escolher?
Oficina de Estilo -
Não trabalhamos com lojas específicas, trabalhamos com perfis específicos: selecionamos onde levar cada cliente de acordo com o orçamento de cada um, com estilos, silhuetas e propósitos diferentes. A gente faz muita força pra apresentar lugares novos e legais pra nossos clientes, pra que o universo deles se amplie na hora de escolher o que usar. Se o cliente faz questão de ir numa determinada loja, nós encontramos o que mais tem a cara dele lá.

Modapraler - No caso de empresas como funciona a consultoria? O que a empresa quer oferecendo esse serviço aos funcionários?
Oficina de Estilo -
Fazemos palestras e workshops abordando temas como “mensagens das cores nos negócios e efeitos na silhueta”, “guarda-roupa formal x informal”, “casual friday” e implementamos “dresscodes” e diretrizes específicas para funcionários de empresas que não usam uniformes. Criamos e desenvolvemos uniformes e fazemos workshops acerca do que usar para acompanhar os uniformes (acessórios, cabelo, maquiagem). Também tratamos de etiqueta profissional, que é bem diferente da etiqueta social. As empresas nos procuram porque sabem que o funcionário também transmite a imagem da instituição, tanto quanto a fachada do prédio, o cartão de visitas, a papelaria. Especialmente quando se vende serviço, o profissional deve transmitir a mensagem correta para seu público-alvo.

Modapraler - Quais os benefícios que a consultoria de imagem proporciona?
Oficina de Estilo -
O primeiro benefício é a confiança que se ganha, a elevação da auto-estima: o cliente se veste com a segurança de mostrar o melhor da sua silhueta e de disfarçar pontos fracos, e sabe que vai transmitir a mensagem que quer transmitir, sem engano ou má-comunicação. Essa confiança/ segurança reflete nas relações sociais e profissionais de cada um, invariavelmente.

Modapraler - Para que não pode pagar pela consultoria, livros como “Chic” Gloria Kalil, “Esquadrão da Moda” Trinny e Suzana e “Personal Stylist” Tita Aguiar, podem ajudar? Vocês consultam esses livros?
Oficina de Estilo -
A gente adora o Esquadrão da Moda! Elas têm a mesma formação que nós e os livros delas são indiscutivelmente os melhores. A gente de vez em quando relê, é sempre bom. O Chic é bem generalizado, mas tem boas informações. O da Tita Aguiar a gente não curte.

Modapraler - Vocês indicam esses livros e do programa de TV “Esquadrão da Moda” para as clientes?
Oficina de Estilo -
O programa a gente indica como entretenimento. Os livros não têm tanto valor para as nossas clientes porque o trabalho que fazemos cobre todas as dúvidas que elas possam ter, tudo é super personalizado e individual, então não tem porque indicar informação generalizada. A gente indica profissionais que cobrem dúvidas periféricas, tipo maquiadores, cabeleireiros, dermatologistas, nutricionistas, massagistas.

Modapraler - Dêem dicas básicas para as leitoras do blog não errarem.
Oficina de Estilo -
O nosso forte é personalizar toda a informação, mas vai lá:
- Cores claras sempre transmitem mensagem mais “amigável” e acessível,
- Cores escuras transmitem imagem mais fechada, mais “difícil”.
- Geralmente cores claras expandem e cores escuras retraem, mas o efeito depende mais da coordenação dos tons do que das cores em si.
- Looks monocromáticos sempre são mais emagrecedores do que os que formam blocos de cores diferentes (tipo preto e branco).
- Cores neutras sempre transmitem mensagem elegante, mesmo em peças informais.

Legenda da Foto: (esquerda para direita) - Cris e Fê no escritório rodeandas de revistas de moda
Crédito da Foto: Oficina de Estilo/ Divulgação



Mostra Acessórios
Junho 25, 2006, 6:27 pm
Arquivado em: Dicas



A Cris Cartacho autora do blog Ah! Ta…Tudo bem… enviou a dica:
Entre os dias 05 a 07 de julho acontecerá Centro Fecomercio de Eventos (R. Dr. Plinio Barreto 285) a edição verão/2007 da Mostra Acessórios. Serão 70 expositores de todos os cantos do Brasil apresentando o seu trabalho. O público-alvo do evento são lojistas e profissionais da área de moda e design. Os interessados devem se cadastrar no site www.mostraacessorios.com.br ou entrar em contato com a organização do evento: e-mail- contato@mostraacessorios.com.br ; telefone - (11) 3086-3466/ 3085-1706.



Visita ao mundo do design
Junho 25, 2006, 5:40 pm
Arquivado em: Dicas

Até o dia 6 de agosto acontece na OCA em São Paulo a 1ª Bienal de Design. A mostra traz a evolução do design brasileiro dos anos 30 até hoje, além da dar um ótimo panorama de quem são os profissionais da área e para que rumos caminham o design brasileiro. Apesar deste ser um blog de moda acredito que os leitores também gostam de design.

A Bienal
Ao entrar o visitante se depara com trabalhos que remetem a cultura popular com uso de materiais bem brasileiros e com o design regional. Muitas das peças foram feitas por comunidades que recebem designers por meio do Sebrae para orientá-las a fazer um trabalho com maior variedade de criação e controle de qualidade. No mesmo piso está a história do design brasileiro dos anos 30 até hoje. Começa com mobiliário do arquiteto modernista Gregori Warchavchik e termina com o design ecológico feito com madeira extraída de maneira ecologicamente correta.

No piso superior estão peças dos novos designers que mostram o alto nível do Brasil nesse setor. São luminárias, jóias, cestos de lixo, mobiliário, embalagens, e outros muitos outros objetos, incluindo o projeto gráfico do novo Cd da Madonna “Confessions of dancefloor” desenvolvido pelo diretor de arte Giovani Bianco, aclamado no mundo da moda.

No último andar está uma exposição especial que homenageia a arquiteta francesa Charlotte Perriand cujo currículo inclui parcerias com a referência na arquitetura moderna, o suíço Le Corbusier e com o brasileiro Lucio Costa.

Impressões
Além da incrível vontade de trocar os móveis de casa por outros com design, é um orgulho ver o quanto o Brasil é capaz. É uma pena que produtos sejam tão pouco acessíveis. Fica a sugestão para os donos de empresas como Casas Bahia e Marabras: siga o exemplos das lojas de roupas e contrate designers consagrados para desenvolver linhas de móveis.

Crédito das Fotos: Bienal/ Divulgação
Cesto de Beth Lima: crochê no fio metálico.
Poltrona de Carlos Motta: feita com madeira de demolição

Links legais:
Museu da Casa Brasileira - http://www.mcb.sp.gov.br
André Marx - http://www.andremarx.com.br
Carlos Motta - http://www.carlosmotta.com.br
Nagib Orro - http://www.nagiborro.com.br
Miriam Mamber - http://www.miriammamber.com.br
Nó Design - http://www.nodesign.com.br

Agradecimentos: Cândido amigo designer, pelas aulas de design e pela companhia (sua e da Ana) na visita à Bienal.



Gripe charmosa
Junho 20, 2006, 4:40 am
Arquivado em: Besteiras

A empresa Paper Products Design amenizou o constrangimento de chorar ou conter a gripe em público. Ela criou o bonitinho Sniff. São pacotinhos com 10 lenços para socorrer as lágrimas e conter a gripe no maior estilo. O Sniff tem mais de 150 estampas, assinados por designers consagrados e outros de personagens licenciados. A criação é constante, há coleções para os lenços. No site oficial os temas estão divididos em cinco categorias.
Dá dó de usar (menos esse de notas de dólar).



Parada de estilo
Junho 17, 2006, 10:15 pm
Arquivado em: Comportamento


Entre os três milhões de participantes da Parada Gay de São Paulo alguns arrasaram no figurino. Até o poodle encarou um modelito especial.




Crédito da foto: Laura/Modapraler



Costureira sim, com orgulho!
Junho 15, 2006, 9:14 pm
Arquivado em: Entrevistas

Em abril conheci Edinalva Maria da Silva, a Nalva, e seu talento para costura. Numa tarde de sábado (rapidinho para não tomar seu tempo) ela contou um pouco da sua vida e como é estar do lado de lá das roupas finas que desfilam nos grandes eventos de moda.

Atualmente ela trabalha na loja da estilista Gisele Nasser na rua Oscar Freire. Está a disposição das clientes para ajustar as roupas. Antes trabalhou quatro anos para o Carlos Miele. Sua especialidade é alta-costura e hoje diz que não há trabalho que ela não possa fazer. Nascida em Canindé, interior do Piauí, veio para São Paulo com 18 anos e se orgulha da profissão, da casa que comprou na zona norte e da filha Mayara de 13 anos, que cria sozinha.

Modapraler - Como você aprendeu a costurar?
Nalva - Comecei fazendo roupas para as minhas bonecas e sempre querendo fazer melhor. Passei a fazer roupas para as minhas irmãs. Até o dia que minha mãe perguntou se eu não queria fazer uma roupa para ela. Fiz e assim vestia a família toda.

Modapraler – Qual foi seu primeiro emprego?
Nalva - Eu morava no interior e me mudei para Teresina. Aos treze anos fiz um curso de corte e costura. Logo comecei a pegar encomendas. No começo os clientes tinham um pouco de receio porque eu era muito pequena e eles tinham medo que eu pudesse estragar ou pegar parte do tecido para mim. Na época era comum a costureira ficar com as sobras de tecidos. Eu fiz um, dois, três e as pessoas passaram a confiar em mim e fui conquistando a freguesia. Voltei para Candindé e comecei a costurar por encomenda.

Modapraler – E como você veio parar em São Paulo?
Nalva - Com 15 anos eu voltei para Teresina para morar com uma prima. Nessa época eu não costurava, apenas ajudava na casa. Eu sempre pensava em sair do Piauí para tentar uma vida melhor. Aos 18 anos vim para São Paulo e aqui me tornei uma costureira profissional.

Modapraler- Foi grande o choque de mudar do Piauí para São Paulo?
Nalva – Eu enfrentei uma viagem de 48 horas. Vim só com a coragem e uma sacola. Cheguei em setembro e estava frio. Pensei que não iria me acostumar porque no Piauí faz 40 graus o tempo todo.

Modapraler – Foi difícil achar emprego aqui?
Nalva - Não, porque já tinhas umas amigas trabalhando aqui e consegui um trabalho em Sorocaba numa confecção de roupas para bonecas. Fazia roupa para fofolete e outros brinquedos.

Modapraler – Era difícil costurar peças minúsculas?
Nalva – Era muito complicado, e por isso aprendi muito. Lá, a chefe me estimulou e tive contato com máquinas de costura industriais. Fui me soltando. Comecei a mexer com overloque e galoneira.

Modapraler – E depois dessa confecção?

Nalva – Vim para São Paulo. Umas amigas estavam morando aqui e falaram que tinham boas oportunidades. Aí não parei mais, trabalhei em várias confecções e comecei a trabalhar com roupas de alta-costura com o Carlos Miele.

Modapraler- Qual a diferença da confecção de roupas casuais e na alta-costura?
Nalva – A exigência é muito maior. A qualidade está em primeiro lugar porque o consumidor tem dinheiro e vai exigir a perfeição em tudo.

Modapraler – Tem algum tecido, ou algum acabamento mais chatinho que você tenha dificuldade de costurar?
Nalva – Hoje não tem trabalho que eu não saiba fazer. Não acho nada dificil.

Modapraler - Você fica orgulhosa quando vê alguém com uma roupa que costurou?
Nalva – Tenho muito orgulho sim. A profissão de costureira é muito linda e poderia ser mais valorizada.

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Crédito da Foto: Laura/ Modapraler



Imprensa Antiga
Junho 10, 2006, 8:20 pm
Arquivado em: História da Moda

Para quem gosta de história da imprensa e se aventura com o cartão de crédito pela Internet o site www.journaux-collection.com é uma ótima pedida. Lá você encontrar jornais e revistas do século retrasado. Os preços variam entre 15 e 30 €. Quem estiver em Paris pode ir pessoalmente na loja que fica perto da biblioteca nacional. O conteúdo das publicações não está disponível, mas as capas dão um ótimo panorama da passagem do tempo.

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Elle
As edições da Elle são verdadeiras aulas de história da moda e da evolução do comportamento feminino. Simone de Beauvoir, autora do revolucionário livro “O Segundo Sexo”, foi figura constante na revista no final dos anos 50 e começo dos anos 60. Em 1958 a revista a denominou “a jovem engajada” . Na década seguinte seu pensamento feminista influenciaria as jovens francesas, incluindo as editoras da Elle que no célebre ano 1968, publicaram edições especiais: sobre as revoltas estudantis e sobre pílula anticoncepcional.

Vogue
Tentei achar a Vogue de 1938 em que a pintora mexicana Frida Kahlo foi capa, mas não encontrei. As edições da revista são mais escassas, mesmo assim há capas incríveis, como as estilo art nouveau dos anos 20.



Mais Bazares
Junho 3, 2006, 11:04 pm
Arquivado em: Dicas

As grifes aproveitam as datas comerciais para fazer bazares. Ótima oportunidade para comprar as roupas de R$700,00 por R$100,00.

As dicas para o Dia dos Namorados são:

Karlla Girotto
Somente 4/06
A estilira promeve um bazar em clima de balada no Studio SP (r. Inácio Pereira da Rocha, 170) das 12h as 22h. Parte da renda arrecadada com a venda será revertida para o projeto Arrastão

Zoomp
O bazar vai até amanhã (04/06)
Quem tiver disposição de ir até Alphaville poderá comprar calças jeans por R$80,00.
Avenida Tucunaré, 222 - Barueri - SP
Telefone: (11) 4208-9200

Iódice
De 07 a 11 de junho a grife promove venda especial no seu showroom
Rua Costa Carvalho, 116 Pinheiros Tel. 3094.3180
Na mala-direta que recebi não informa o desconto, mas aceita cartão de crédito e a parcela mínima é de R$60,00 reais para compras a prazo.

MOB
A loja de roupas femininas está com lojas off price em três endereços. Os descontos chegam a 60% e a promoção vai até 25 de junho. A loja que já chamou Token, depois MóBettah reposicionaou a marca e hoje focou em roupas femininas de alto padrão.

Rua João Cachoeira, 1448 - Itaim - São Paulo, SP
Fone: (11) 3045-0605

Shopping SP Market
Av. das Nações Unidas, 22.540 - São Paulo, SP
Fone: (11) 5522-7171

Shopping D
Av. Cruzeiro do Sul, 1.100 - loja 2121 - São Paulo, SP
Fone: (11) 3313-8325