moda pra ler


Rapidinhas
Março 31, 2006, 1:00 pm
Arquivado em: Tendências

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Havainas de grife…francesa

As Havainas agora tem a grife: Celine. A sandálias de borracha brasileira são um dos itens do kit praia da loja francesa. Numa bolsa de couro, além dos chinelos, tem canga, viseira e toalha. A notinha saiu no Estado de S. Paulo de 26/03 e não informou o preço. Certamente que puder adquirir esse conjunto tem lugar garantido na Cote D’Azur.

Na França, assim como em toda Europa e América Latina, esse calçado é hit - bem anunciou a atriz Criatiana Reali na propaganda: “28 euros, pra cima de moi?!”. No último Oscar o chibelo foi brinde para os convidados. A Alpargatas, que fabrica o calçado, enxerga os modelos personalizados um grande negócio. Já tem Havaianas da Daslu, da H.Stern, da Track & Field, incentivando o turismo na Espanha. Lembrando que as sandálias também foram brinde do casório de Luciano Huck e Angélica. Uma amiga que trabalha em um jornal publicitário coleciona os diferentes modelos enviados como jabás pelas agências.

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Leve Naomi à praia


Falando em Havaianas uma fã assumida é a Naomi Campbell. Fez até comercial. Ela presenteava a modelo brasileira Fernanda Tavares com uma caixa, e vice-versa, alegando que seu conteúdo era a última moda país delas e qual não é a surpresa quando ambas recebem os chinelos.

Outra paixão da modelo são os biquínis da Rosa Chá. Na Elle americana de fevereiro (que tem Madonna na capa) uma notinha mostrava que Naomi virou estampa dos biquínis da marca brasileira. A estrela da moda também fotografou para a campanha de verão da grife.

Ela já, já se naturaliza. Só não sei como ela ainda não fala português.

Aliás, saiu no jornal de hoje: Naomi Campbell acusada de agredir a empregada. Parece que ela jogou o celular na cabeça da funcionária.

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Overdose

Agora outra Top - Kate Moss. A balzaquiana está com tudo de novo. Na Vogue Paris de março ela aparece em diversas folhas. Na campanha do perfume Coco Mademoseille da Chanel, na coleção verão de Roberto Cavalli, Stella Mc Cartney e na marca de bolsas Long Champ. No meio da revista a modelo aparece numa imagem que integra a exposição do fotógrafo de moda Juergen Teller em cartaz na Fundação Cartier em Paris, conforme anuncia a matéria. Seis páginas depois ela aparece numa foto foto que doou para a arrecadação de fundos da The Sam and Ruby Charity, instituição que contempla vítimas do Tsunami na Tailândia.

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Inflacionada
A Vogue Paris é uma aula de moda a cada edição, pena que aqui no Brasil custe tão caro. Lá é vendido por 4,70 € e aqui sai por R$ 60,00 em média.

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Internacional
O “moda para ler” está linkado no ótimo blog Fashion Addict Diary! Thanks Lera!

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Fotos:
Havainas Celine - Reprodução O Estado de S. Paulo de 26/03/06
Biquini - Reprodução Elle América - Fevereiro 04/06
Campanha Chanel - http://hercafe.yam.com/ctw/data/CTW1427/CTW1427_F06_z116-1.jpg



O universo do diretor Tim Burton na moda
Março 26, 2006, 5:12 pm
Arquivado em: História da Moda

A obra do norte-americano apareceu duas vezes na temporada de outono-inverno, mas seus filmes já inspiraram outros criadores brasileiros.

A estilista Lívia Amorim da marca Madre Santa escolheu como tema para sua coleção o “Estranho mundo de Burton”, que mostrou em janeiro no Moda Hype dentro do Fashion Rio. A personagem central da “A Noiva Cadáver”, o último longa-metragem do diretor, aparece estampada em camisetas. Já Patricia Grejanin, da Laundry, também usou o trabalho do cineasta como base paras as roupas que colocou na passarela da Casa dos Criadores no último dia 22.

Madre Santa - Roupas meigas com um toque sombrio

Laudry – O universo do cineasta por meio de uma sensualidade irrevente regada por muito preto

Em 2005 o cenário do desfile da VROM foi inspirado no remake de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, que ainda nem tinha estreado por aqui. Em 2004, na Zapping, a estilista Thais Losso desenvolveu a obra de Burton e inventou o slogan “Zapping Attacks!”, referência à “Marte Ataca!”.

A Fábrica de Chocolate da VROM

Zapping Attacks!

Aos 48 anos, além das películas já citadas, o norte-americano acumula no currículo: “Edward mãos de tesoura”, “Batman – O Filme”, “Ed Wood”; “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, “Os fantasmas se Divertem” (”Beetlejuice”), entre outros. Burton é encantado por fitas de terror e desenhos animados estranhos. Todos têm uma estética primorosa recheada de boa fotografia, figurinos elaborados, cenários incríveis e cores certeiras. Esse cuidado também é evidente nos filmes de animação como “A Noiva Cadáver” e “O estranho mundo de Jack”. Ele atuou nos Estúdios Disney, mas sem muito êxito. Foi na Warner Bros que o sucesso veio. O lindo Johnny Deep estrelou boa parte de seus filmes.

Cenas de “Marte Ataca”; “Os fantasmas se divertem” e “Noiva Cadáver”

O mundo sombrio e bizarro do diretor casa perfeitamente com a tendência gótica desse inverno. Bateu a falta de criatividade para escolher o modelito? Corre para a locadora que Tim Burton pode ser a salvação.

Moda gótica na revista Capricho - número 988. As meninas lembram Winona Rider jovenzinha em “Os Fantasmas se divertem”, que depois apareceu como desenho animado na TV. O rapaz tá mais para Willie Wonka.

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Crédito das Fotos:
Desfiles - Chic
Filmes- Google Imagens



Moda pra ler no livro
Março 17, 2006, 4:07 am
Arquivado em: Dicas
Em ritmo de Bienal o “Moda pra Ler “indica alguns títulos essenciais.

A variedade de livros de moda publicados no Brasil é pequena, mas há títulos incríveis para quem gosta assunto.

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O Espírito das Roupas: A moda no século XIX
Gilda de Melo e Souza
Editora Companhia das Letras
O livro foi publicado pela primeira vez em 1987. É a tese de doutoramento da professora da USP Gilda de Melo e Souza. O trabalho é do final dos anos 40 e chocou os literatos pois tratava de um assunto considerado fútil e desnecessário. O livro já começa polêmico afirmando que moda é arte. Para descrever o vestuário do século XIX a autora recorre a obras teóricas e de ficção. Entre os autores pesquisados estão José de Alencar e Machado de Assis (em sua breve época romântica). Seus livros descreviam como as moças se vestiam. Gilda de Mello e Souza foi casada com o grande crítico literário Antônio Candido e faleceu recentemente, em dezembro de 2005, aos 86 anos de idade.


A Moda
Erika Palomino
Publifolha
A jornalista conta de maneira simples, rápida e prática como é a moda do mundo e do Brasil. O mais legal é a narração da história da moda brasileira, dos mascates ao SPFW. Livrinho de formato pequeno e curtinho, para ler numa sentada.

Chanel: Seu estilo sua vida
Janet Wallach
Editora Mandarim
Se hoje usamos roupas cômodas, certamente Gabrielle Coco Chanel é responsável. Ela era uma mulher independente, inteligente, sarcástica e com um gênio muito difícil. Além de inventar o pretinho básico e o chemisier, incendiou o vestido da estilista italiana Elsa Schiaparelli com uma vela e teve um romance com um nazista durante a segunda guerra. Depois que ler esse livro os dois “c” cruzados nunca mais serão os mesmos.


A roupa e a Moda: Uma História Concisa
James Laver
Editora Companhia das Letras
Da pré-história até os anos 80, os detalhes das roupas de cada época são narrados com minúcias e muito bem contextualizados com os acontecimentos do mundo. Uma grande virtude dessa publicação são as diversas fotos, desenhos e gravuras que explicam o que se lê.

Bordado da Fama: Uma Biografia de Dener
Carlos Alberto Doria
Editora Senac São Paulo
A biografia do costureiro revela os bastidores da época que a moda brasileira engatinhava. Dener foi o criador de moda mais talentoso de seu tempo. Vivia de modo glamuroso e excêntrico, com direito a mordomo fiel, dobermann e festas homéricas. Viveu boa parte de sua vida num mundo a parte, alheio, por exemplo, as agitações sociais da década de 60 e 70. Quando o deslumbramento acabou a bebida foi seu consolo e seu fim. Dener fez modelos para Hebe e Maria Tereza Goulart (mulher de Jango, presidente deposto pela ditadura). Teve Ronaldo Esper como discípulo e tinha uma rixa com nada, mais nada menos que Clodovil.
O autor do livro, Carlos Dória, não é especialista na área de moda. Ela está presente, mas não é o fio condutor. Contudo, o livro é obrigatório para quem quer conhecer a história da moda feita no Brasil.

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Bienal do livro para quem gosta de moda
Até o dia 19 de março acontece em São Paulo a Bienal do Livro. A redação do Moda pra ler esteve lá e recomenda os stands da editora SENAC e da Cosac & Naify. Ambas publicam vários títulos sobre moda e os preços estão com desconto de 20% e 30% respectivamente.



Amni Hot Spot
Março 13, 2006, 2:12 pm
Arquivado em: Tendências

Aconteceu nos dias 15, 16 e 17 do mês passado a 10ª edição do Amni Hot Spot. A edição de outono-inverno mostrou as criações de 18 marcas. O evento capitaneado por Paulo Borges e Alexandre Herchcovitch surgiu em 2001 com objetivo de identificar novos talentos da moda brasileira e apoiá-los em todas as etapas da criação a comercialização.

O line-up desse ano foi:
15.02.06 - Raquel Uendi; Simone Nunes; Thais Gusmão; Adriana Degreas; Julia Aguiar; Lolie; Amapô
16.02.06 - Priscilla Darolt; J ; Gokko; Eduardo Inagaki; Cecilia Echenique; IF; Emilene Galende
17.02.06 - Wilson Ranieri; Amonstro; Adriano Costa; Jefferson de Assis; Fuxique; Igor de Barros; Depeyre by Julien & Melissa

A liberdade de criação dos jovens estilistas é maior pois a abrangência comercial é bem menor. Poucos têm loja própria. As multimarcas são os principais pontos de venda. O alvo é um público restrito interessado em roupas com design e disposto a pagar o preço da novidade e da exclusividade. Contudo, há exceções.

Thais Gusmão quando estreou no evento em 2004 já contava com duas lojas próprias na capital paulistana, na Galeria Ouro Fino e no Shopping Eldorado. A estilista ficou famosa por suas desenvolver lingeries divertidas, que foram consagradas em ensaios fotográficos de revistas como Playboy, VIP e TRIP e na personagem de Fernanda Torres no seriado “Os Normais”. Outro caso é Aninha Strumpf da Fuxique. Ela é herdeira da fábrica de tecidos para decoração Formatex e usa os panos da tecelagem da família como matéria prima para suas criações. Sua loja funciona no segundo andar da Formatex na rua Oscar Freire, 1121. Além das roupas estão a venda acessórios e objetos para casa (o lugar é uma graça, vale a pena visitar).

Fuxique e Thais Gusmão

O Amni Hot Spot desse ano foi recheado de idéias oitentistas e muitas cores. As inspirações vêm principalmente da música e do cinema. O rock é elemento constante na vida desses jovens que também optam pelo gênero na trilha do desfile. Os criadores mostraram muito azul, verde, vermelho e estampas. O Preto, o bege, a cintura marcada, as calças retas e justas, as bermudas, os sapatos de bico redondo, o xadrez grunge deram o ar da graça, mas não foram regra como na SPFW e no Fashion Rio.

Gostei das soluções que alguns estilistas encontram para compor um detalhe ou o acabamento da roupa. Destaco as amarrações no casaco branco de Priscilla Darolt; as várias formas de trabalhar o cach-couer de Wilson Ranieri; os abotoamentos e sobreposições de tecidos de Emilene Galende.

Wilson Ranieri, Priscilla Darolt e Emile Galende

A Amapô, de Carolina Gold e Pitty Taliani, trouxe para a passarela um inverno bem colorido e repleto de sobreposições. Os sapatos foram uma ótima surpresa na coleção. Cecília Echenique e de Teca Paes, da IF, apresentaram peças ótimas, românticas e descoladas.

IF, Amapô e Cecília Echenique

Depeyre e Lolie

O nome do evento vem da etiqueta que certifica o padrão de qualidade dos artigos produzidos com Nylon 6.6. O pano é fabricado pela Rhodia, empresa que investe em moda brasileira desde a década de 50 quando criou a FENIT. O Nylon 6.6 é um tecido tecnológico muito usado por todos os estilistas.

Na última edição contaram com o patrocínio da Rhodia: J. Pig; Emilene Galende; Simone Nunes; Wilson Ranieri; Simone Nunes e Depeyre by Julien e Melissa. As designers Gisele Nasser e Érika Ikezili já participaram do Hot Spot e hoje têm o apoio da Amni para mostras suas criações na São Paulo Fashion Week.

Para entrar no Amni Hot Spot o jovem estilista pode ter a sorte de ser descoberto por um olheiro em sua faculdade de moda, pode tentar enviar croquis e peças para a avaliação dos organizadores e pode ser indicado por pessoas do meio da moda.

Hoje o evento é uma grande vitrine para novos designers, como já acontecia com a Semana de Moda - Casa dos Criadores (que começa dia 19 de março). Ele preserva o caráter laboratorial, apesar da abertura para estilistas consolidados ou financiados de outras formas.

Quanto mais novidade melhor.

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Crédito Fotos:
Fernanda Calfat -
Alice Ferraz Assessoria de Comunicação
Silvia Boriello – (Priscilla Darolt e IF)-
Erika Palomino/ Desfiles



Bom Retiro em três capítulos
Março 9, 2006, 4:27 am
Arquivado em: Dicas, Guia, História da Moda, Tendências

1. Bom Retiro Fashion Business
2. Guia de lojas
3. História do Bairro

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2º BOM RETIRO FASHION BUSINESS
Evento apresenta a moda produzida no bairro

Entre os dias 13 e 16 de março acontecerá o 2º Bom Retiro Fashion Business. O evento organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro pretende ajudar a consolidar o bairro como grande núcleo de moda. Serão 30 desfiles divididos em quatro horários: 10, 12, 14 e 16 horas. São esperadas 80 mil pessoas de todo o Brasil e de países da América do Sul. O evento é aberto, mas imprensa, compradores e convidados contam com uma sala VIP. Compradores do Brasil todo podem conseguir o convite por meio do cadastro no site oficial da Câmara de Dirigentes Lojistas do Bom Retiro- http://www.cdlbomretiro.org.br/. O cadastro reserva outros benefícios como um guia de lojas da região.

Serviço:
2º Bom Retiro Fashion Business
De 13 a 16/03. Das 10 às 17 horas.
Desfiles: 10, 12, 14 e 16 horas.
Rua Carmo Cintra
Grifes Participantes: 101%, Aramodu, Atrevida, Birô, Burda, Cia das Calcinhas, Disparate, Gazzy, Gup´s Jeans, Harpoon, Idio´s, Mad Soul, Malagueta, Marcconello, Maurício, Milvest, Modelan, Officio, Pitanga, Rommanel, Seiki, Smack, Spot Shoes, Vitral, Week, Universo das Calcinhas.

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SE ORIENTE NO BOM RETIRO
Dicas para aproveitar melhor sua visita

Endereço tradicional de confecções, o Bom Retiro atrai 70 mil pessoas por dia. Gente do país inteiro atrás de roupas para revender ou para uso pessoal a preços 40% mais baratos que nos shoppings. Diferença que aumenta em época de liquidação em que vestidos e blusas podem ser comprados a 10 reais.

O mini-guia a baixo é para os marinheiros de primeira viagem. Escolhi lojas que sempre têm boas opções. Aí não estão inclusos endereços na rua dos Italianos e Aimorés.

Rua da Graça
O foco é malharia. A maioria das lojas dessa rua vendem artigos de tricô e crochê, mas, além disso, também tem saias, blusas e calças. Os estabelecimentos são mais ajeitadinhos e bem menos movimentados que a José Paulino, talvez por isso um pouco mais caras. Endereços:
Naturalitá Malhas – Rua da Graça,98 Tel. 11 3333.3899 – malhas transpassadas lindas
Nathalis –Malharia e Confecções – Rua da Graça, 1500 Tel. 3361.9646 – Vestidos, batas e tricôs românticos.

Rua Silva Pinto
Nessa transversal da José Paulino ficam as lojas que vendem roupas para senhoras e para quem usa número maior que 46. As butiques têm vestimentas também para quem busca uma roupa mais social. Endereços:
Z & G - Rua Silva Pinto, 302 Tel. 11 3221.4086 – roupas de shantung, vestido com o corte reto
Direção Modas - Rua Silva Pinto, 262 tel. 3361.2203 – blusas para gordinhas com formatos diferenciados, sexy, foge do padrão túnica.

Rua Ribeiro de Lima
Esse logradouro guarda uma loja escodidinha que tem bolsas incríveis. Para chegar é preciso subir uma escadona. Vale a pena. Tem bolsas lindas e baratas.
Euro Couros – Rua Ribeiro de Lima, 606 1º andar. Tel. 3337.3441

Rua José Paulino
Nessa rua tem de tudo. É muito importante ter paciência e se aventurar dentro das galerias e lojas que sempre tem coisas interessantes.
Há também muitas opções de moda festa. A maior parte vai naquela linha formatura: vestido de tafetá furta-cor de alcinhas com apliques de canutilhos. Porém nessa última andada notei que há boas novidades como vestidos envelopes de seda, vestidos com decote nas costas. Interessante, se alguém precisar ir numa formatura pode já é possível sair do trivial sem mudar de endereço.

- Ângela Modas – Rua José Paulino, 189 Tel. 3224.9061 http://www.angelamodas.com.br/
A marca registrada dessa loja são os casacos para o inverno. Lindo e quentinhos custam na faixa de R$300,00. Caros, porém duráveis. Um bom casaco de frio é um ótimo investimento.
- Art em pé – R. José Paulino, 216 Tel. 11 3337.1387 – Loja de sapatos incrível. Os preço não são tão baixos, mas os sapatos são lindos e de qualidade.
- Best Dress – Rua José Paulino, 372/ 11 3221.4206
- Nextore – Rua José Paulino, 459 Tel. 11 3333.7085
- Malagueta – Rua José Paulino, 541 Tel. 11 3331.6650
- UZU Fashion – Rua José Paulino, 551 Tel. 3338.1436
- Limelight Jeans – Rua José Paulino, 570/ 572 ou 260 Tel. 11 3331.0199
- Oxo Paxo - R: José Paulino, 450- tel: 3331-4855
- Galeria Bom Retiro - Rua. José Paulino, 257.
Esse conjunto de lojas oferece opções ótimas. O forte são as lojas de bijuterias e traquitandas. Repleta daqueles objetos inúteis com personagens famosos, como Hello Kitty. Ideal para que quem adora uma besteirinha. Comprei um espelhinho da Betty Boop por R$ 2,99. Faz vista na hora do batom em público. Um luxo só.

Se quiser saber o endereço de todas as lojas os dois site a baixo são boas referências:
http://www.omelhordobomretiro.com.br/
http://www.guiabomretiro.com.br/

Para comprar por atacado vá em dia de semana. O mínimo é 12 peças. Se for comprar por varejo vá aos sábados porque é o dia que todos os comerciantes praticam esse tipo de venda. Escolha uma roupa confortável para andar bastante. Legging ou saia facilita porque quase nenhuma loja tem provador e com essas peças fica mais fácil experimentar. Algumas lojas não deixam as clientes provar. Em algumas as vendedoras fazem vista grossa e acabam permitindo, em outras elas são mais incisivas com a proibição. Para quem usa para trabalhar ou gosta de roupa social o bairro oferece preços compensadores. Leve uma calça de alfaiataria na bolsa para colocar em cima da que você for comprar.

Carregue uma bolsa transpassada e mochila. Aos sábados há uma multidão que circula por lá e por isso é comum todo mundo se esbarre. A maioria dos comerciantes aceita cartão de crédito e débito. Cheque como em todo lugar não é tão bem aceito. É legal levar dinheiro trocado porque os camelôs oferecem produtos interessantes e mesmo nas lojas é possível encontrar coisas baratinhas.

O segredo para comprar bem por lá é ter paciência. Entrar de loja em loja e olhar todas as araras. Aos sábados algumas lojas ficam abarrotadas e o atendimento de uma vendedora é artigo de luxo. Para quem quer algo com um super design não inclua esse passeio na lista. Os comerciantes de lá investem no que alguns chamam de “modinha”, ou seja, o como diria sua avó no que “tá usando”. Esse verão o vestido tomara-que-caia longo com lastex é onipresente, assim como batas e bolerinhos. Contudo, os comerciantes trabalham muito com o básico e por isso há sempre opções atrativas para os que não se aventuram em combinações ousadas, ou para aqueles que querem peças bonitas e baratas. Embora algumas lojas não sejam tão baratas, o preço é muito menor do no shopping. Vi por exemplo vestido de malha de algodão por 80 reais, com mais uma boa andada você encontra vestidos similares por muito menos.

Para chegar lá evite o carro na Rua José Paulino. Nas ruas adjacentes há vários estacionamentos. Se não for comprar horrores, o metrô Luz e os ônibus que levam até lá são as melhores opções.

Pit Stop obrigatório
Entre uma compra e outra dê uma paradinha no Fashion Café na Rua da Graça,188. Lá além do cafezinho e do pão de queijo estão disponíveis para venda revistas de moda, bureau de estilo, caderno de tendências do mundo todo. A variedade é enorme. É um grande ponto de informação para os lojistas do Brasil todo que passam por lá. O estabelecimento é de propriedade Eduardo e Ivone Moura que há 35 atendem o mercado têxtil disponibilizando publicações de moda do mundo todo através. Saiba mais em http://www.revistasmoura.com.br/

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UM POUCO DE HISTÓRIA
O Bom Retiro além de boas lojas tem uma trajetória interessante que retrata a pluralidade de São Paulo.

Das 1500 lojas de roupa do bairro, 80% pertence aos coreanos. Esse dado de 2001 é da Câmara de Diretores Lojistas que representa os comerciantes do Bom Retiro. O povo da Coréia começou a chegar no Brasil, e no Bom Retiro, nos anos 70. Nessa época os judeus eram a maioria no bairro. Eles, por sua vez, se estabeleceram nos anos 20. Antes dos judeus os italianos habitavam o espaço. A constante presença de estrangeiros no Bom Retiro aconteceu porque no final do século XIX lá havia a Hospedaria dos Imigrantes. Mesmo com a instalação da outra hospedaria no Brás (onde hoje funciona o Memorial do Imigrante) o Bom Retiro continuou atraindo estrangeiros em função da proximidade com a linha do trem. Os judeus que se estabeleceram no bom retiro vinham da Europa central e oriental e carregavam a experiência com o comércio. Assim, começaram a trabalhar vendendo tecidos de porta em porta e depois se estabilizaram com lojas de tecidos. Nos anos 50 ivestiram em lojas de roupas prontas, reflexo das necessidades de praticidade criadas pela escassez da guerra. Hoje, apesar da presença maciça dos coreanos, algumas confecções (como a Rosa Chá), as sinagogas e os ótimos restaurantes de comida típica registram a importância do povo judeu no bairro. Os gregos também habitam por lá. A especialidade desse povo são as camisas que até hoje marcam presença em lojas tradicionais na Rua dos Italianos.

Os primeiros imigrantes que se estabeleceram no Bom Retiro queriam que seus filhos se tornassem doutores. Sonho realizado e poucos jovens se interessavam em continuar com as atividades dos pais. O resultado foi uma substituição de imigrantes no comércio local. Os coreanos, habilidosos na área da confecção, foram se instalando por ali. Nos anos 90 com a abertura para as importações de tecidos, os coreanos foram aos poucos conquistando o bairro e hoje são eles os grandes responsáveis pela modernização das lojas da região. Os coreanos hoje viajam e buscam nas grandes grifes internacionais as inspiração para suas confecções.

Escola de moda do bom retiro
Além de eventos como o Fashion Business, outros movimentos, mesmo que ainda tímidos estão ocorrendo para consolidar o bairro como um pólo de moda. Os estilistas Ricardo Almeida, Clô Orozco (Huis Clos) e Amir Slama (Rosa Chá) querem implantar no bairro o projeto da Escola Superior de Moda de São Paulo. A iniciativa conta com o apoio do Núcleo de Ação Empresarial do Projeto Bom Retiro, uma organização não-governamental da qual fazem parte estilistas, empresários, comerciantes e urbanistas. A construção da escola pretende também recuperar a malha urbana do bairro e colocar a as confecções locais caminhando ao lado da moda internacional, visando a exportação. A faculdade deve ser pública, gerida por proprietários das confecções locais.

Essa boa novidade era de 2004, mas parece que o assunto evoluiu segundo o post de 26/06/05 do blog Casa de Calú. Quem souber de mais novidades sobre esse assunto manda para o blog.

Em breve o Bom Retiro vai virar filme. Serão 26 minutos sobre sua evolução pelas lentes do cineasta André Klotzel. A filmografia faz parte de um projeto aprovado pela Secretaria Municipal de Cultura no Projeto História dos Bairros de São Paulo em parceria com a Secretaria de Educação.

Nada mais legal para um bairro que não esquece seu passado, lapida o presente para consolidar um futuro promissor.



Moda pra ler no site da Capricho
Março 6, 2006, 6:59 pm
Arquivado em: na imprensa

Olha que legal! O moda pra ler saiu no blog da redação do site da Capricho !
A indicação é da repórter Bruna Bittencourt.

O texto traz os sites favoritos da editora de moda da revista Adriana Yoshida.
Algumas dicas estão nos links aí do lado.

Clica lá e confere todos os endereços:
http://capricho.abril.com.br/blogredacao/20060303_subhome.shtml



Devaneios para o dia que a cabrocha pendura a saia
Março 2, 2006, 1:02 am
Arquivado em: Análise


Seria Chanel a Estação Primeira de Mangueira da moda? Ou a Estação Primeira de Mangueira é a Chanel do Carnaval?

Todo ano fico deslumbrada com os desfiles das escolas de samba. Assistindo as escolas do Rio e de São Paulo penso a mesma coisa: o Carnaval é a alta costura Brasileira. As fantasias são incrivelmente criativas e deslumbrantes. Muitas vezes feita com material barato, porém, o efeito na avenida sublima qualquer falta de qualidade de tecido.

Esse ano duas fantasias me chamaram a atenção na passarela.

A primeira foi a do casal de mestre sala e porta bandeira da escola paulistana Águia de Ouro, cujo tema era “Não tem desculpa” e tratava do universo infantil. Ele era o Lobo Mau e ela a chapeuzinho vermelho. Esse quesito obrigatório no carnaval usando fantasias tão específicas foi algo inovador. Em geral usam plumas e penas colorida com sentido no enredo, mas pouco identificáveis fora dele.

A segunda roupa foi a da bateria da mangueira. Imagina o trabalho para as costureiras fazerem 280 fantasias recobertas com aplicações de fuxico? Um esforço monstruoso feito para durar uma hora e vinte. Palmas para as costureiras da mangueira. (Para quem não sabe fuxico é um circulo de tecido costurado. É feito com retalhos de panos. É um artesanato bem presente no nordeste. Recentemente o fuxico foi resgatado, e andou em roupas da Isabela Capeto e do Carlos Miele. Aparece bastante em bolsinhas em feirinhas hippies. Sonho em ter uma colcha de fuxico!)

Fiquei pensando o que a Mangueira representa para o carnaval. A escola é sempre uma das mais aguardadas. Seu desfiles são sempre no mínimo bons. Carrega a tradição do samba carioca trazendo no seu histórico sambistas como Cartola, Clementina de Jesus, Nelson Sargento e o ativo Jamelão firme na avenida aos 93 anos. Pensei em moda… E pronto Chanel apresenta as mesmas características no seu mundo, também exuberante e glamuroso para quem gosta.

Em 2004 na exposição Fashion Passion que aconteceu na OCA em São Paulo, o pavilhão 8 retratava 3 estilistas: Alexandre Mc Queen, Viviane Westwood e Jean Paul Gautier. Eles são famosos por inovar, exceder, ousar e quebrar paradigmas. Ao sair do espaço em que estavam suas criações os visitantes davam de cara com uma fantasia da ala das baianas da escola Imperatriz Leopoldinense. Certamente a baiana não deixa nada a desejar aos três e nem a nenhum outro estilista.

Imagina um deles encara do desafio de ser carnavalesco? Uma fantasia ia custar o preço de uma roupa de alta-costura. Acho que os devaneios dos três não chegam aos pés da criatividade e da agilidade de Victor Santos e Max Lopes (responsáveis pelos desfiles da Águia de Ouro e da Mangueira respectivamente).

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Não falei de outras lindas indumentárias usadas em festas de carnaval e ao longo do ano Brasil a fora, como as do maracatu e do frevo em Pernambuco. Mas fica aqui o registro da minha eterna admiração pelas roupas usadas nas festas populares desse país. Cultura popular também é moda!

Ah! Vale entrar no site das escolas de samba citadas nesse post. Já fica com o mouse atento para reservar as fantasias para o ano que vem.
http://www.mangueira.com.br
http://www.aguiadeouro.com.br