moda pra ler


eu quero!
Maio 6, 2008, 5:14 am
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Agora no Japão tem Personal Sylist de bolso. Trata-se de um jogo para o Playstation Portátil. Aproveitando essa onda do produto ir além e se tornar parte de seu estilo de vida, a Sony lançou o MyStylist em fevereiro.

Funciona assim: você registra todo o seu guarda-roupa com fotos, classifica cada peça conforme a cor, estilo, ou a estação do ano mais apropriada para seu uso.

O software também memoriza as peças usadas anteriormente (para não ficar repetindo roupa) e simula combinações.

Além de tudo isso, você tem plena noção de seu guarda-roupa e só compra roupas que combinem com as peças que você já tem. Com ele blusa mostarda na liquidação nunca mais!


deu vontade?


Dica do Pablo aí em baixo - direto do Japão.



cuca fresca
Maio 6, 2008, 5:13 am
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O Moda pra Ler estréia sua cara nova, com a ilustração aí em cima, assinada pela designer Patrícia de Miranda do super blog Santa Mistura. Bem-vindos ao cantinho de leitura.



nós blogueiros em debate
Maio 3, 2008, 3:15 pm
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Na próxima terça começa o segundo ciclo de palestras sobre blogs na Oficina da Palavra/ Casa Mario de Andrade. Serão 4 encontros discutindo as várias facetas dos blogs e das novas tecnologias como o Twitter. Tem gente como Mr. Manson (do Cocadaboa), Guilherme Werneck editor da Trip, e blogueiros que conseguiram transformar os blogs em negócios, exemplo da rede de sebos “Estante Virtual”. A curadoria é do Julio do Digestivo Cultural - de onde, aliás, tirei o texto abaixo.

Na internet brasileira, a palavra deixou de ser somente texto, a partir dos blogs, e migrou para o áudio, nos podcasts, virou animação, no humor, e tornou-se até empreendimento sério.

Proposta
Continuar a bem-sucedida série “Palavra na Tela”, que começou, em 2007, discutindo a relação da internet com o jornalismo, a literatura e a crítica. Desta vez, o objetivo é expandir a discussão para a relação dos jornalistas tradicionais com o novo formato “blog”, também para falar dos podcasts (programetes de rádio via Web), do universo do humor e até do empreendedorismo na chamada Web 2.0. Em maio de 2008, sempre às terças-feiras, a partir das 20 horas, na Casa Mário de Andrade**.

6/5 — “Internet, Jornalistas e Blogueiros”Como a grande mídia está se adaptando à internet? Como é a transposição do papel para a tela (ou do rádio para a tela ou da TV para a tela de computador)? Quais as vantagens do formato blog (e quais as desvantagens)? Todo jornalista, a partir de agora, tem de ser um pouco blogueiro? O que falta à blogosfera brasileira?

* Luli Radfahrer: Ph.D. em comunicação digital pela ECA-USP, de onde é professor há mais de 15 anos, e trabalha com internet desde 1994;
* Michel Laub: autor de O segundo tempo e Longe da água, finalista do Prêmio Portugal Telecom, ex-editor da revista Bravo!, também autor do michellaub.wordpress.com;
* Mario “AV” Amaya: artista gráfico, colaborador das publicações PC Magazine, Mac+, Folha e O Globo, fotógrafo, tipógrafo e um dos primeiros blogueiros do Brasil.

13/5 — “Internet e Podcasts”O que é um podcast? Por que o formato podcast ainda não aconteceu no Brasil? Podcast pode ser melhor do que rádio (ou já é)? Podcast pode dar dinheiro? Como? Quais são as principais barreiras para o desenvolvimento dos podcasts no nosso País?

* Guilherme Werneck: ex-editor-assistente do caderno “Link” do Estadão, atual diretor de redação da revista Trip, autor do Discofonia;
* Michel Lent: sócio-fundador da agência 10′Minutos, uma das primeiras voltadas para a mídia internet no Brasil, autor do Podcrer;
* Fausto Vieira: economista e apresentador do podcast da Rio Bravo, a gestora de fundos do ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

20/5 — “Internet e Humor”Por que alguns sites e blogs de humor são os mais acessados e mais bem-sucedidos da internet brasileira? Vale a pena, financeiramente, produzir conteúdo de humor? E quando se leva a piada muito a sério (leia-se: você já sofreu processo)? Existe censura no humor on-line brasileiro? O humor pode ter alguma força política?

* André Dahmer: pintor e ilustrador carioca, formado em Design pela PUC-Rio, criador dos Malvados;
* Wagner “Mr Manson” Martins: criador do Cocadaboa, um dos primeiros no gênero, campeão em espalhar boatos, rei do marketing viral;
* Arnaldo Branco: colunista da revista Monet, autor da tira Mundinho Animal (no portal G1) e da tira diária Seja na terra, seja no mar (no jornal Vencer).

27/5 — “Internet e Empreendedorismo”Quando se percebe que se tem um negócio nas mãos? E quando a internet é a melhor plataforma para implementá-lo? Por que muitos empreendimentos on-line falharam (ou continuam falhando)? O que define um empreendedor de Web? (Existe diferença?) Algum dia vamos ter, realmente, o Vale do Silício brasileiro?

* Edney Souza: fundador do portal Interney Blogs, hoje o maior do Brasil; também conhecido por administrar o blog que mais fatura na internet brasileira;
* André Garcia: fundador da Estante Virtual, o “Google dos Sebos”; que unificou sebos de todo o Brasil e que também democratiza a leitura;
* Cristiano Dias: proprietário da Vilago, criador do TopLinks, veterano da blogosfera brasileira e pioneiro no Twitter.Para ir além

** Casa Mario de Andrade — Rua Lopes Chaves, nº 546 — Pacaembu — Terças-feiras: 6, 13, 20 e 27 de maio de 2008 — A partir das 20hs. — Grátis — Sempre com mediação do Editor do Digestivo Cultural — 25 vagas apenas — Inscrições: 11 3666-5803 ou pelo e-mail.casamariodeandrade@assaoc.org.br.



moda pra linkar 3
Abril 30, 2008, 5:26 am
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As campanhas publicitárias da moda, como falei por aqui, são tão inspiradoras quanto os editoriais. E o site Jozworld reuniu algumas dessas belas imagens-refência. Reuniu, no passado. A idéia excelente parou em 2006, infelizmente. Porém, como a moda sempre se revisita é sempre bom ter uma boa fonte de consulta por perto.

Ficar fuçando nas fotos é uma bela sugestão para um feriado preguiçoso. Vicia. Aqui separei algumas das imagens que pesquei por lá. Lembrar e Viver.

Maggie Gyllenhaal no outono inverno 2004 da Miu Miu fotografada por Terry Richardson

Madonna na primavera/verão 2005Versace clicada por Mario Testino (Deusa!!)

Dita Von Teese and Marilyn Manson, na primavera/verão 2005, então um casal, nas lentes do inglês Perou

Ilustração do artista argentino Ricardo Mosner para a Lanvin: fino

Primavera/Verão 2005, a “nossa” Sarah Jessica Parker, linda e loira para GAP sob o olhar de Michael Thompson.

Luxo boêmio de Drew Barrymore para Missoni por Mert Atlas & Marcus Pigott

A mulher do Johnny Deep, também conhecida como a cantora Vanessa Paradis para a coleção Cruise 2004 - clicada por Karl Lagerfeld


Outono/Inverno 2005 com Daria Werbowy também pelo kaiser da Chanel.

Ah! No espaço reservado à Chanel note a decepção gradual do autor ao constatar que todas das campanhas grife foram clicadas por Karl Lagerfeld.

Gucci Primavera/Verão 2005 com Natasha Poly , Joao Vellutini and Javier de Miguel
super sexy, típico de Mario Testino

Dsquared2 Outono/Inverno2006 com Eugen Bauder, Joshua Walter, Matt Benstead na imagem de Mikael Jansson

Eugenio Recuenco aprisionou a brasileira Cintia Dicker no inverno 2005 da Custo Barcelona

Marc Jacobs! Amo esse ar nouvelle vague de suas campanhas. Todas clicadas por Jurgen Teller, que aliás, aparece num auto retrato para o verão de 2004. Nas outras Meg White, do White Stripes em versão lúdica e nerd na primavera/verão 2006. Estão menores porque MJ curte molduras brancas.



moda pra linkar 2
Abril 30, 2008, 5:20 am
Arquivado em: Japão, links

Estou pleiteando o Pablo para correspondente do Moda pra Ler em Tóquio. Enquanto isso não acontece, vocês podem conferir o ótimo blog inaugurado há pouco, em que ele conta as novidades da cultura pop japonesa.



moda pra linkar
Abril 30, 2008, 5:17 am
Arquivado em: Madonna, links

Chega essa semana às lojas brasileiras o novo álbum da Madonna: Hard Candy. O décimo primeiro da musa.

Ela faz 50 anos em agosto (nem parece né?). O Moda pra Ler antecipa as comemorações. O novo álbum tem direção de arte do brasileiro Giovanni Bianco(com quem a cantora já trabalhou em Confessions on a Dance Floor). No novo álbum ela incorpora a boxeadora.

A descoberta da semana foi o site do Fã Clube “Madonna Insane”. Tem um acervo impressionante sobre a cantora. (todas as imagens reproduzidas aqui tirei de lá).

O que mais impressiona é a parte dedicadas as turnês. Para os amantes da moda tem croquis dos figurinos que a diva usou com todas aquelas marcas estreladas que amamos e que ela veste primeiro que todo mundo.

O corselet de Christian Lacroix para Re-Invention Tour
O perfume country do clipe “Don´t tell me” do álbum Music pela Dsquared na Drowned Tour
Retomada da parceria com Gaultier em Confessions Tour
The Girlie Show por Dolce & Gabanna

E aqui o novo clipe “4 minutes to Save The Planet”



a magia da Maria Garcia
Abril 25, 2008, 12:36 pm
Arquivado em: Jornalismo de Moda, autoreferencia, cinema, novas marcas

Olhei o look book da Maria Garcia essa semana.

A marca jovem da Huis Clos apresentou seu primeiro desfile há pouco mais de um mês no Shopping Iguatemi. E deve ser uma das marcas estreantes no São Paulo Fashion Week.

Depois da Amapô , a Maria Garcia foi outra grife que mudou de opinião. Na matéria que escrevi para Revista Moda da Folha no começo de 2007, Camila Cutolo, diretora de criação da grife, dizia que não pretendia desfilar no SPFW, mas agora vai encarar o SPFW. A grife cresceu, nada melhor que projetar a marca no maior evento de moda da América Latina.


Voltando ao look book. A coleção inspirada na Margot Tenenbaum (personagem de Gwyneth Paltrow no filme “Os Excêntricos Tenenbaums” do diretor Wes Anderson) é lindinha. O Jorge fez uma crítica bem otimista no Chic.

A capa do look book (acima) é uma referência ao livro que apresenta a história no filme de Wes Anderson. E a primeira página traz uma ilustraçãozinha que remete a personagem - fumando e assistindo televisão na banheira. Virou estampa de camiseta. Promete virar hit.

Termino o post com as aspas da pesquisadora Carol Garcia na mesma matéria citada acima: “É fundamental o criador saber o que ele quer do produto. A passarela é um pedaço do sonho. O estilista não pode decepcionar o consumidor. Tem que dar continuidade a esse mundo mágico na vida real”.


A Maria Garcia está no caminho certo. Vale uma visita demorada na página da internet. A empresa realmente está afinada. Site, catálogo, coleção, desfile - tudo em sintonia.

Ah! Para quem não viu o filme, as raquetinhas da homepage é uma referência a Richie Tenenbaum, vivido por Luke Wilson e jogador de tênis na trama.



+ Miyake
Abril 23, 2008, 7:47 pm
Arquivado em: Análise, Japão, ctrl+c ctrl+v
Crédito: Agustina Comas

Eu falei aí no post abaixo da pesquisa de cores in loco do Dai Fujiwara e achei no flickr da designer Agustina Comas uma foto que retrata exatamente o trecho do “varal de tecido” que citei.

Agus, como é conhecida, é uruguaia e trabalhou como assistente do Jum Nakao. Ela integrou a equipe do desfile “A Costura do Invisível” e participou da montagem da instalação da Issey Miyake aqui no Brasil. Lá no flickr você confere as fotos.

Ela também se aventura no mundo da moda. Em seu site está disponível para a venda o vestido Sierpinski feito com estampa e corte fractal.



mundo miyake
Abril 22, 2008, 4:59 am
Arquivado em: Análise, Japão, Jornalismo de Moda

Mais de semana se passou, mas a febre Japão não tem chance de acabar tão cedo. No dia 11 de abril, Dai Fujiwara, diretor de criação da Issey Miyake palestrou no auditório do Museu de Arte Modena de São Paulo.

Erico Marmiroli/ Divulgação

Laura Artigas/ Moda pra Ler

A palestra festejou a abertura da exposição “Quando Vidas se Tornam Forma: Diálogo com o Futuro - Brasil-Japão“, que fica em cartaz até o dia 22 de junho, no MAM - Parque Ibirapuera.

Convite Virtual da Exposição. Destaque para o vestido de saco de lixo criado por Jum Nakao.

A repercussão da palestra você confere em posts ótimos no blog do Sylvain e da Maria Prata. A editora de moda da Vogue, teve a oportunidade de almoçar com Fujiwara e explica de uma forma precisa o que é a A-POC - “A Piece of. Cloth“, a grosso modo -uma ideologia de costura criada por Miyake.

Videozinho de apresentação da grife em cartaz na exposição do MAM

A UOL também publicou uma matéria bem direta, destacando os polêmicos e pertinentes comentário de Jum Nakao que mediou a palestra.

Pela distância que separa esse post do evento prefiro deixar os comentários da palestra para os colegas de internet e reservar esse momento para explicar a importância de Issey Miyake para moda e porque Fujiwara é um ótimo sucessor para a grife.

© naohiro tsutsuguchi (geijutsu shincho)/ Design Boom

Issey Miyake completa 70 anos esse ano. Ele nasceu em Hiroshima (isso mesmo, a cidade onde caiu a bomba em 6 de agosto de 1945). Ainda bem, salvou-se da tragédia e pôde construir um legado e tanto para a moda mundial. Ele se formou em design em Tóquio e em seguida foi a Paris estudar costura. Estabeleceu sua marca em 1970 em Tóquio, e em 71 apresentou a primeira coleção de sua grife em Nova Iorque. E em 1973 migrou para a semana de moda parisiense. Atualmente continua nas passarelas francesas.

Apesar de começar sua carreira nos ano 1970, foi no anos 80 que a projeção foi maior. Miyake foi uma das pontas da tríade oriental que correu contra a corrente dos exageros e a sensualidade explícita da década. Os outros nomes fortes eram Rei Kawakubo da Comme des Garçons e Yohji Yamamoto.

Uma das principais diferenças entre a moda ocidental e oriental, segundo a pesquisadora Charlotte Seeling em seu livro: “Moda: o século dos estilistas - 1900-1999“, é o corte. O ocidental parte do corpo e o japonês parte do tecido” .

Pensar nas possibilidades do tecido no corpo e não do corpo no tecido causou frisson no mundo da moda nos anos 70, quando o culto à vaidade já era parte integrante da sociedade. Foi certamente uma revolução.

Partindo da máxima “o estilo parte da vida”, Miyake não deixou sua moda ficar somente no espetáculo da passarela e propôs peças práticas para o dia-a-dia. Sendo assim, nessa via de mão dupla vida-moda, Miyake sempre apostou em pesquisa de tecidos e desdobrou suas possibilidades. Seja em dobraduras, cortes, aplicações, beneficiamento e etc.

Vestido Minarete, feito de poliéster - Verão 1995 /Design Hub

Ele conseguiu implantar a moda com algo a dizer e integrada com a sociedade e de olho abertíssimo para as novas tecnologias. Sempre propondo o novo, é portanto, uma marca sempre esperada pela crítica nas temporadas inernacionais.

O passo a passo da A-POC. Revista Wired

Essa reportagem da revista Wired, publicada há 5 anos atrás, contextualiza bem a relação de Miyake com a tecnologia.

Miyake se aposentou em 1997, deixando o comando para seu assistente Naoki Takizawa. Dai Fujiwara assumiu a direção criativa em janeiro de 2007. Seu debut foi na coleção outono/inveno 2007/2008 em fevereiro de 2007 em Paris.


Naoki Takizawa Fashion Windows

Fujiwara está na Maison desde 1994. Entrou como diretor do projeto A-Poc. Ele é engenheiro têxtil e vem dando continuidade as idéias de Miyake.

Na palestra ele mostrou um vídeo sobre a pesquisa de cores feita in-loco na Amazônia. Uma das práticas dessa pesquisa consistia em montar varais com pedaços de tecidos e mergulhar nos rios da região.

Bastante preocupado com as questões mundiais, ele sempre leva à passarela questões tocantes a realidade socio-ambiental, como o aquecimento global.

Destaco o vestido de noiva criado para o projeto “It´s a beaultiful day - a wedding of today, tomorrow and design”, que já pincelei por aqui.

O vestido se torna um hexágono quando dobrado.




Sem mais delongas, acho que essas imagens explicam bem a importância de Issey Miyake e Dai Fujiwara na moda mundial, né?

Ah! Se você nunca tinha ouvido falar de Issey Miyake, talvez com esse vidro de perfume tudo fique mais familiar. L`Eau de Issey é um grande sucesso nos free shoppings do mundo.



momento clipping
Abril 22, 2008, 3:19 am
Arquivado em: Análise, Japão, Jornalismo de Moda, observações

Momento clipping. Depois da Revista Junior (que rendeu bafo e tudo mais - tudo no blog Fora de Moda do Oliveros) onde saí como pessoa jurídica, chegou a vez de sair como pessoa física na revista Gloss. Minha casinha foi a estrela da editoria “Patrulha da Decoração”. Quem fez a produção foi a Marinês Mencio. As imagens foram gentilmente escaneadas pela Fran